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29 de outubro de 2026

Política

MPT processa Meta e pede remoção de posts sobre assédio eleitoral

Ação protocolada em 29 de outubro cobra retirada de conteúdos em 24 horas e indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos.

Ministério Público do Trabalho em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • MPT pede a remoção de publicações em até 24 horas.
  • A ação cobra R$ 50 milhões por danos morais coletivos.
  • Órgão registrou 1.459 denúncias entre 26 e 29 de outubro.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a Meta em 29 de outubro, após publicações nas redes sociais incentivarem empregadores a vigiar e demitir trabalhadores por suas escolhas políticas. O órgão pede que os conteúdos sejam removidos em até 24 horas e cobra R$ 50 milhões por danos morais coletivos.

O que o MPT pede

Em caráter de urgência, o MPT requer que a Meta retire do ar publicações que estimulem a vigilância, a exposição, a recusa de contratação ou a demissão de funcionários por causa do voto. O pedido prevê multa de R$ 500 mil por conteúdo mantido após o prazo de 24 horas.

A ação pede ainda a notificação dos perfis responsáveis e a suspensão por 30 dias das contas que voltarem a publicar esse tipo de conteúdo. Em caso de nova reincidência, o MPT requer que as contas sejam desativadas.

Além das medidas imediatas, o órgão solicita a criação de uma política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, a alteração das regras de uso das plataformas para proibir expressamente essas publicações, o reforço da moderação em períodos eleitorais e a prestação periódica de informações à Justiça.

Argumentos sobre a atuação da plataforma

Na ação, o MPT sustenta que a Meta permitiu que conteúdos considerados ilegais permanecessem disponíveis por dias e que os sistemas de recomendação, como a aba “Explorar” e os Reels sugeridos, ampliaram seu alcance. O órgão afirma que a empresa dispõe de recursos automatizados e de revisão humana para identificar e remover conteúdos em larga escala.

O MPT contabilizou 1.459 denúncias de assédio eleitoral entre a meia-noite de 26 de outubro e o meio-dia de 29 de outubro. No total, foram registradas 3.396 denúncias durante as eleições de 2026. Segundo o órgão, quatro publicações de um perfil verificado, com 3,8 milhões de seguidores, reuniam mais de 2 milhões de curtidas.

A ação foi assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, pela procuradora-chefe do MPT em São Paulo, Vera Lúcia Carlos, e por outros cinco procuradores. Os pedidos ainda dependem de decisão judicial.

Temas

Linha do tempo

  1. Vereador de Monte Mor se retrata após defender demissões por voto em
  2. Ministério do Trabalho registra 530 denúncias de assédio eleitoral
  3. MPT processa Meta e pede remoção de posts sobre assédio eleitoral (esta matéria)

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