PF prende presidente do TCE-MT em operação sobre contratos
Operação Tomada de Contas prendeu seis pessoas e cumpriu mandados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Em resumo
- A PF prendeu o presidente do TCE-MT e outras cinco pessoas.
- A investigação apura suspeitas em contratos, pagamentos e movimentações financeiras.
- A operação cumpriu mandados em três estados, com autorização do STJ.
A Polícia Federal prendeu, em 29 de outubro, o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, e outras cinco pessoas na Operação Tomada de Contas. A investigação apura suspeitas de irregularidades na gestão de contratos administrativos e em pagamentos a servidores e empresas ligados ao tribunal. As medidas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
As diligências ocorreram em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Também foram determinadas medidas para acessar informações protegidas por sigilo e bloquear bens relacionados à investigação. O procurador do TCE-MT Grhegory Paiva Pires também foi preso.
Suspeitas sobre contratos e pagamentos
A PF investiga indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria sido usada como forma de pressionar empresas fornecedoras. A apuração também examina se houve tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos e possíveis irregularidades em pagamentos a empresas.
Segundo a PF, o grupo suspendia pagamentos de contratos considerados legítimos para manter recursos destinados a empresas de publicidade, o que teria facilitado o desvio de dinheiro público. Essa é uma suspeita investigada, e não uma conclusão judicial. As apurações buscam esclarecer como decisões sobre contratos e pagamentos foram tomadas e se houve favorecimento a determinados fornecedores.
Outro eixo envolve movimentações financeiras de servidores. A investigação apura depósitos, transações consideradas atípicas e retiradas frequentes de dinheiro em espécie nas dependências do tribunal. Segundo a PF, foram identificados saques de R$ 500 mil atribuídos ao presidente do TCE-MT. Um dos suspeitos teria movimentado R$ 33 milhões em apenas um ano. A apuração busca estabelecer se essas operações têm relação com as decisões administrativas investigadas e identificar possíveis beneficiários.
Investigação segue em curso
Os investigadores também procuram esclarecer possíveis ligações entre créditos bancários e retiradas realizadas no tribunal. Informações bancárias e materiais apreendidos devem contribuir para rastrear os recursos e verificar a participação dos investigados.
Embora Sérgio Ricardo esteja entre os presos, a PF não divulgou qual teria sido a participação específica dele nas suspeitas envolvendo contratos e pagamentos.
Temas
Linha do tempo
- PF prende presidente do TCE-MT em operação sobre contratos (esta matéria)
- PF apreende vinhos, relógios e euros em operação no TCE-MT