Exército do Lula: Meta, Google e X não apontam irregularidades
Relatos enviados ao TSE dizem que o X identificou mobilização em 58 hashtags, sobretudo por contas autênticas, e o Google não encontrou robôs.
Em resumo
- Meta, Google e X disseram não encontrar violações ou irregularidades.
- O X apontou 58 hashtags, mobilizadas principalmente por contas autênticas.
- O Google não encontrou sinais de robôs ou tráfego automatizado.
Meta, Google e X informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (23), que não identificaram violações ou irregularidades relacionadas ao canal de WhatsApp “Exército do Lula”. O X apontou mobilização coordenada em 58 hashtags, mas afirmou que ela ocorreu predominantemente por contas autênticas; o Google disse não ter encontrado sinais de tráfego automatizado ou robôs.
O que disseram as plataformas
A Meta apresentou uma análise técnica após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinar que a empresa enviasse informações sobre o canal, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG). A medida atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que questionou a possibilidade de coordenação entre contas e plataformas e pediu esclarecimentos sobre os critérios usados para identificar comportamento irregular.
A empresa afirmou que não constatou violação de suas regras no canal. Também declarou que a mobilização política de pessoas reais e identificadas não é, por si só, ilícita. Segundo a Meta, a coordenação vedada por suas políticas envolve atividades violentas ou criminosas. A análise sobre conteúdos no Instagram, Facebook e Threads também não teria encontrado indícios de comportamento inautêntico coordenado.
A avaliação apresentada, porém, não encerrou a análise de todos os documentos do processo. A Meta pediu mais cinco dias para concluir o exame, segundo as informações encaminhadas ao tribunal.
O X relatou ter identificado ação coordenada em 58 hashtags, que somaram 8,2 milhões de publicações. A plataforma ressaltou que a participação ocorreu predominantemente por contas autênticas de usuários brasileiros e disse que esse tipo de mobilização não contraria suas regras nem a legislação eleitoral.
Já o Google informou não ter encontrado indícios de tráfego automatizado ou uso de robôs. A empresa também afirmou que o aumento nas pesquisas por determinados termos não caracteriza, por si só, manipulação irregular de conteúdo.
Pedido da campanha e atuação do TSE
A campanha de Flávio Bolsonaro havia alegado que ordens relacionadas a hashtags, comentários e textos eram distribuídas pelo canal e executadas em outras redes. O pedido solicitou que as plataformas detalhassem seus mecanismos de análise. As conclusões das empresas não confirmaram, nas avaliações apresentadas, violação das regras ou uso de automação.
A reunião com representantes de plataformas e das campanhas ocorreu a dois dias da votação. Na ocasião, o TSE também cobrou reforço das equipes das empresas e tratamento igualitário às candidaturas. O tribunal informou que não havia determinado a retirada de canais de WhatsApp do ar e que pedidos de informação com prazos curtos são comuns em processos eleitorais.
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