Delcy Rodríguez anuncia oferta de ativos estatais ao setor privado
Presidente interina da Venezuela diz que bens não essenciais poderão ser oferecidos a empresas privadas ou devolvidos a antigos proprietários.
Em resumo
- Delcy Rodríguez anunciou a avaliação de bens estatais não essenciais.
- Ativos poderão ser oferecidos ao setor privado ou devolvidos a antigos proprietários.
- A medida vem após reformas em petróleo e mineração e a abertura petrolífera à iniciativa privada.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que o governo pretende avaliar bens estatais considerados não essenciais para definir quais poderão ser oferecidos ao setor privado ou devolvidos a antigos proprietários. Em pronunciamento televisionado, ela afirmou que o processo está avançado, mas não detalhou quais ativos poderão ser incluídos nem quando as possíveis transferências ocorreriam.
Avaliação dos bens
Rodríguez disse ter orientado a avaliação dos bens detidos pelo Estado. A análise, segundo a presidente, servirá para determinar quais ativos podem ser destinados a empresas privadas e quais podem retornar a antigos proprietários. A declaração abrange, portanto, duas possibilidades: a oferta ao setor privado e a devolução de bens, sem especificar no pronunciamento quais empresas, setores ou antigos proprietários seriam afetados.
A presidente descreveu o processo como já bastante avançado. A fala sinaliza uma iniciativa de revisão da participação estatal em determinados ativos, mas não apresenta um cronograma, critérios de avaliação ou detalhes sobre como eventuais ofertas e devoluções seriam conduzidas.
Mudanças no setor petrolífero
O anúncio ocorre após alterações na política econômica venezuelana. Em janeiro, depois que o governo interino assumiu o comando do país, o Legislativo aprovou a abertura do setor petrolífero à participação privada. A mudança reverteu um dos pilares do modelo estatal defendido pelo movimento que governa a Venezuela há mais de duas décadas e se autodenomina socialista.
Nos meses anteriores, Rodríguez também promoveu reformas nos setores de petróleo e mineração, antes controlados pelo Estado, abrindo espaço para capital privado, especialmente estrangeiro. A medida ocorreu sob pressão de Washington, de acordo com o relato sobre as mudanças.
A nova declaração amplia o debate sobre a participação do setor privado na economia venezuelana, mas não equivale, por si só, à transferência imediata de ativos. A presidente indicou que os bens passarão por avaliação antes de se decidir quais poderão ser oferecidos ou devolvidos. Até o momento descrito no pronunciamento, não foram apresentados nomes de ativos ou antigos proprietários envolvidos.
A iniciativa se soma à abertura petrolífera aprovada pelo Legislativo e às reformas em petróleo e mineração. Rodríguez afirmou que a avaliação dos bens não essenciais detidos pelo Estado está em estágio avançado.