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29 de outubro de 2026

Economia

Governo Central tem superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro

Receitas cresceram 13,6% acima da inflação, mas o déficit de janeiro a setembro chegou a R$ 90,2 bilhões.

Governo Central em imagem de arquivo
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Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • O Governo Central teve superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro.
  • Receitas cresceram 13,6% acima da inflação na comparação anual.
  • O déficit acumulado de janeiro a setembro foi de R$ 90,2 bilhões.

O Governo Central registrou superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro de 2026, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29). O resultado contrasta com o déficit de R$ 14,4 bilhões verificado no mesmo mês de 2025. Apesar do saldo positivo mensal, as contas acumularam déficit primário de R$ 90,2 bilhões entre janeiro e setembro.

O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas, sem incluir os juros da dívida pública. Em termos reais, descontada a inflação, a receita líquida aumentou 13,6% na comparação anual, o equivalente a R$ 24,6 bilhões. As despesas cresceram 2,4%, ou R$ 4,7 bilhões.

Petróleo e arrecadação

A alta das receitas com petróleo, do Imposto de Renda e a devolução de valores de precatórios cancelados ajudaram a elevar o saldo de setembro. As receitas com exploração de recursos naturais avançaram R$ 5,7 bilhões em termos reais, alta de 71,9%. O Tesouro atribuiu o aumento à valorização internacional do petróleo, à expansão da produção e à comercialização de petróleo e gás da União pela Pré-Sal Petróleo (PPSA).

A arrecadação do Imposto de Renda cresceu R$ 7,3 bilhões acima da inflação, puxada principalmente pelo Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. O imposto de exportação sobre óleo bruto gerou R$ 2,9 bilhões no mês. Também houve aumento de R$ 12,8 bilhões nas demais receitas não administradas, principalmente por causa da devolução à União de recursos ligados a precatórios de exercícios anteriores cancelados pelo Poder Judiciário.

Gastos e resultado acumulado

Entre as despesas, os créditos extraordinários aumentaram R$ 9,9 bilhões em relação a setembro de 2025. Segundo o Tesouro, a maior parte foi direcionada a medidas para reduzir os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio. Desse montante, R$ 7,6 bilhões foram destinados a subvenções para produção e importação de diesel e derivados de petróleo.

Os gastos com benefícios previdenciários subiram R$ 2,1 bilhões em termos reais, em meio ao aumento do número de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social e à valorização real do salário mínimo.

De janeiro a setembro, o déficit primário foi de R$ 90,2 bilhões, ante R$ 100,3 bilhões no mesmo intervalo de 2025. Em 12 meses, o saldo negativo chegou a R$ 49,5 bilhões, ou 0,38% do Produto Interno Bruto. A meta fiscal de 2026 prevê superávit de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto percentual e exclusão de algumas despesas do cálculo.

Temas

Linha do tempo

  1. Dario Durigan diz que governo buscará centro da meta fiscal
  2. Lula inicia novo mandato sob pressão por ajuste fiscal
  3. Governo Central tem superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro (esta matéria)

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