Espanha confirma 69 mortos; buscas continuam nos destroços
Equipes ainda procuram vítimas após colisão entre trens em Toledo; país decretou três dias de luto e 57 feridos permaneciam hospitalizados.
Em resumo
- O balanço da colisão subiu para 69 mortos.
- Equipes e cães de busca continuam nos destroços.
- A Espanha decretou três dias de luto nacional.
O número de mortos na colisão entre dois trens na Espanha subiu para 69 nesta quinta-feira (29), enquanto equipes de resgate continuam vasculhando os vagões destruídos em busca de vítimas e possíveis sobreviventes. O acidente ocorreu na quarta-feira (28), na província de Toledo, e levou o governo espanhol a decretar três dias de luto nacional.
O presidente do governo regional de Castela-La Mancha, Emiliano García-Page, informou o novo balanço após restos mortais serem encontrados durante as operações realizadas durante a madrugada. Guindastes foram usados para remover partes dos destroços, incluindo um vagão que ainda permanecia tombado.
Esther Padilla, porta-voz do governo regional, afirmou que os trabalhos prosseguiam com cautela porque ainda não era possível descartar a presença de vítimas presas entre os ferros retorcidos. Uma unidade canina, mobilizada no dia anterior, voltou ao local para auxiliar nas buscas. García-Page disse que não acreditava haver mais vítimas sob o vagão tombado, mas ressalvou que essa avaliação era feita com cautela.
Feridos e operação de resgate
As informações sobre o número de feridos hospitalizados variavam nos balanços divulgados nesta quinta-feira. Autoridades informaram que 57 pessoas continuavam internadas; outro balanço regional indicava quase 50 hospitalizados.
A operação mobilizou mais de 800 militares e policiais, além de mais de 200 veículos, três helicópteros, drones e cães de busca, segundo o Ministério do Interior da Espanha. As equipes trabalharam também com guindastes para retirar partes dos trens atingidos.
Um juiz em Toledo estabeleceu uma área de exclusão de dois quilômetros em cada direção ao longo da linha de alta velocidade entre Madri e Sevilha. A restrição impede a entrada de pessoas que não estejam envolvidas em atividades de emergência, segurança, assistência médica ou judiciais.
Investigação e segurança ferroviária
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que os primeiros indícios apontavam para uma falha informática em um trecho da linha. Segundo ele, seis trens, incluindo os envolvidos na colisão, foram paralisados conforme o procedimento previsto. As circunstâncias da retomada estão sob investigação.
A greve de maquinistas, planejada antes do acidente para pressionar por mais investimentos em segurança ferroviária, foi mantida nesta quinta-feira. O primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que o governo trabalha para esclarecer as causas da colisão e reforçar a segurança. O acidente ocorreu após outro desastre ferroviário no país em janeiro, que deixou 46 mortos.
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- Espanha: colisão entre trens deixa ao menos 30 mortos
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- Espanha confirma 69 mortos; buscas continuam nos destroços (esta matéria)