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29 de outubro de 2026

Economia

Crédito no Brasil cresce 0,4% em setembro e soma R$ 7,4 trilhões

Dados do Banco Central mostram alta mensal do estoque; juros médios das concessões chegaram a 32,4% ao ano e inadimplência ficou em 5%.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Estoque de crédito chegou a R$ 7,4 trilhões em setembro.
  • Juros médios das concessões ficaram em 32,4% ao ano.
  • Inadimplência total do SFN permaneceu em 5%.

O estoque de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) aumentou 0,4% em setembro, chegando a R$ 7,4 trilhões, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central. No mês, o saldo destinado a empresas cresceu 1%, para R$ 2,8 trilhões, enquanto o crédito para pessoas físicas avançou 0,1%, totalizando R$ 4,7 trilhões.

Em 12 meses, o crédito total teve expansão de 8,6%, abaixo dos 9,4% registrados no período encerrado em agosto. O crédito às empresas cresceu 6,5% nessa comparação, ante 7,3% no mês anterior. Para as pessoas físicas, a alta foi de 9,9%, depois de 10,7% em agosto.

Crédito com recursos livres

O saldo de operações com recursos livres alcançou R$ 4,2 trilhões, com crescimento de 0,8% no mês e de 6,5% em 12 meses. Nesse grupo, o crédito para empresas somou R$ 1,6 trilhão, após alta mensal de 1,7%. Em 12 meses, porém, o avanço foi de 1,2%.

Para pessoas físicas, o crédito livre chegou a R$ 2,6 trilhões. O Banco Central apontou como fatores de expansão as carteiras de crédito pessoal consignado para beneficiários do INSS e trabalhadores do setor privado, além da aquisição de veículos.

A taxa média de juros das concessões ficou em 32,4% ao ano, com elevação de 0,2 ponto percentual no mês. Nas operações com recursos livres, a média foi de 49% ao ano, alta mensal de 0,5 ponto percentual e de 3,2 pontos em 12 meses. Para famílias, a taxa chegou a 62,4% ao ano; para empresas, atingiu 24,4%.

Inadimplência e crédito ampliado

A inadimplência da carteira total do SFN foi de 5%, sem variação mensal e com aumento de 0,9 ponto percentual em 12 meses. Entre pessoas jurídicas, o índice caiu 0,1 ponto no mês, para 3,3%. Para pessoas físicas, permaneceu em 6%.

No crédito com recursos livres, a inadimplência ficou em 6,6%.

O crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 22,1 trilhões, equivalente a 164,9% do Produto Interno Bruto, com aumento de 0,7% no mês. Em 12 meses, cresceu 11,5%. O crédito ampliado às empresas chegou a R$ 7,3 trilhões, avanço mensal de 0,7%.

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