PF apreende vinhos, relógios e euros em operação no TCE-MT
Operação investiga contratos e pagamentos; apuração identificou saques de R$ 500 mil atribuídos ao presidente e movimentação de R$ 33 milhões por um suspeito.
Em resumo
- A PF apreendeu vinhos, relógios, carros e dinheiro em reais e euros.
- A investigação apura contratos e pagamentos no TCE-MT.
- Foram identificados saques de R$ 500 mil atribuídos ao presidente e movimentação de R$ 33 milhões por um suspeito.
A Polícia Federal apreendeu garrafas de vinho, relógios de luxo, carros, documentos e dinheiro em reais e euros durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada em 29 de outubro no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). A investigação apura possíveis irregularidades em contratos e pagamentos no órgão, e tem como alvo o presidente da Corte, Sérgio Ricardo de Almeida.
Itens apreendidos e medidas judiciais
Imagens divulgadas pela PF mostram os vinhos, os relógios, os veículos e maços de dinheiro recolhidos pelos agentes. A corporação também apreendeu caixas com dinheiro em espécie. A operação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou medidas para acessar informações protegidas por sigilo e bloquear bens relacionados à investigação.
Mais de 180 policiais federais participaram da ação. Além do presidente do TCE-MT, foram presos o procurador do tribunal Grhegory Paiva Pires e outros quatro servidores.
Movimentações sob análise
Segundo a investigação, foram identificados saques que somam R$ 500 mil e são atribuídos ao presidente do TCE-MT. A apuração também apontou movimentações financeiras de R$ 33 milhões, em apenas um ano, por um dos suspeitos. A PF investiga se há relação entre essas transações, os contratos administrativos e o possível direcionamento de recursos públicos.
A corporação apura ainda suspeitas de que contratos administrativos tenham sido suspensos para pressionar fornecedores e priorizar pagamentos, além de possível favorecimento na liberação de recursos. Os agentes analisam divergências em pagamentos a empresas, movimentações consideradas atípicas de servidores, saques frequentes em espécie e possíveis vínculos entre depósitos bancários e retiradas feitas dentro do tribunal.
As suspeitas são objeto da investigação, e as medidas de busca e bloqueio patrimonial foram autorizadas pelo STJ.
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- PF prende presidente do TCE-MT em operação sobre contratos
- PF apreende vinhos, relógios e euros em operação no TCE-MT (esta matéria)