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29 de outubro de 2026

Política

PF apreende vinhos, relógios e euros em operação no TCE-MT

Operação investiga contratos e pagamentos; apuração identificou saques de R$ 500 mil atribuídos ao presidente e movimentação de R$ 33 milhões por um suspeito.

Publicado em 1 min de leitura

Em resumo

  • A PF apreendeu vinhos, relógios, carros e dinheiro em reais e euros.
  • A investigação apura contratos e pagamentos no TCE-MT.
  • Foram identificados saques de R$ 500 mil atribuídos ao presidente e movimentação de R$ 33 milhões por um suspeito.

A Polícia Federal apreendeu garrafas de vinho, relógios de luxo, carros, documentos e dinheiro em reais e euros durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada em 29 de outubro no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). A investigação apura possíveis irregularidades em contratos e pagamentos no órgão, e tem como alvo o presidente da Corte, Sérgio Ricardo de Almeida.

Itens apreendidos e medidas judiciais

Imagens divulgadas pela PF mostram os vinhos, os relógios, os veículos e maços de dinheiro recolhidos pelos agentes. A corporação também apreendeu caixas com dinheiro em espécie. A operação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou medidas para acessar informações protegidas por sigilo e bloquear bens relacionados à investigação.

Mais de 180 policiais federais participaram da ação. Além do presidente do TCE-MT, foram presos o procurador do tribunal Grhegory Paiva Pires e outros quatro servidores.

Movimentações sob análise

Segundo a investigação, foram identificados saques que somam R$ 500 mil e são atribuídos ao presidente do TCE-MT. A apuração também apontou movimentações financeiras de R$ 33 milhões, em apenas um ano, por um dos suspeitos. A PF investiga se há relação entre essas transações, os contratos administrativos e o possível direcionamento de recursos públicos.

A corporação apura ainda suspeitas de que contratos administrativos tenham sido suspensos para pressionar fornecedores e priorizar pagamentos, além de possível favorecimento na liberação de recursos. Os agentes analisam divergências em pagamentos a empresas, movimentações consideradas atípicas de servidores, saques frequentes em espécie e possíveis vínculos entre depósitos bancários e retiradas feitas dentro do tribunal.

As suspeitas são objeto da investigação, e as medidas de busca e bloqueio patrimonial foram autorizadas pelo STJ.

Temas

Linha do tempo

  1. PF prende presidente do TCE-MT em operação sobre contratos
  2. PF apreende vinhos, relógios e euros em operação no TCE-MT (esta matéria)

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