EUA dizem ter cobrado autorização para volta de María Corina
Marco Rubio afirmou que Washington pediu à Venezuela que permitisse o retorno da oposicionista; Trump disse que o país está indo bem sob Delcy Rodríguez.
Em resumo
- Rubio disse que Washington pediu autorização para o retorno de Machado.
- As autoridades interinas disseram que ela estava livre para entrar no país.
- Trump declarou que os EUA estão indo bem na Venezuela sob Delcy Rodríguez.
Os Estados Unidos afirmaram ter pedido às autoridades interinas da Venezuela que permitissem o retorno da líder da oposição María Corina Machado. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse na segunda-feira, 26 de outubro, que Washington comunicou essa expectativa “há semanas e semanas”. Machado voltou ao país no domingo, 25, enquanto o presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos estão “indo muito bem” na Venezuela, sob o governo de Delcy Rodríguez.
Segundo Rubio, as autoridades venezuelanas responderam que Machado estava livre para entrar no país. O secretário afirmou que os EUA esperavam que ela pudesse retornar sem impedimentos, por ser venezuelana e ter seu lugar no país. Também negou que Washington a tivesse desencorajado a voltar, com exceção de um período após terremotos ocorridos em junho, quando a prioridade norte-americana seria facilitar a entrada de ajuda humanitária e de emergência.
Trump comenta retorno e governo interino
No domingo, horas depois de Machado ser recebida por apoiadores em Caracas, Trump disse a jornalistas que não sabia sobre a volta da opositora. Ele a descreveu como “uma mulher muito simpática” e afirmou esperar que estivesse segura. Em seguida, declarou que os Estados Unidos estavam indo bem na Venezuela, sinalizando continuidade do apoio a Delcy, que permanece como presidente interina.
Machado havia passado dez meses no exílio antes de voltar. Em publicação no X, anunciou sua chegada e se dirigiu aos apoiadores. Em dezembro de 2025, ela havia deixado clandestinamente a Venezuela e viajado à Noruega, onde recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
Negociações e preparação eleitoral
As declarações de Rubio ocorreram após autoridades venezuelanas e representantes da oposição chegarem, na semana anterior, a um acordo sobre um plano de reforma do processo eleitoral. A proposta busca criar condições para eleições livres e justas em algum momento de 2027. Ainda não havia uma data definida para a votação.
Rubio afirmou que os Estados Unidos acompanham os acontecimentos e instam os lados a cumprir o processo. Disse que Washington pretende usar sua influência para que as autoridades interinas conduzam as etapas de forma responsável e que o objetivo é realizar uma eleição. Para isso, segundo o secretário, será necessário estabilizar a economia e reconstruir instituições, entre elas o Judiciário e o conselho eleitoral.
O secretário também apontou a necessidade de garantir espaço para a expressão política, incluindo liberdade de imprensa e acesso a meios de comunicação e plataformas online. A posição declarada pelos EUA é ajudar a estabelecer uma estrutura eleitoral que dê confiança no resultado a todos os partidos.
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- María Corina Machado anuncia retorno à Venezuela após meses no exílio
- Delcy Rodríguez critica retorno de María Corina Machado à Venezuela
- EUA dizem ter cobrado autorização para volta de María Corina (esta matéria)