María Corina Machado anuncia retorno à Venezuela após meses no exílio
Líder da oposição afirmou que está no país neste domingo, 25 de outubro; Edmundo González também confirmou sua chegada.
Em resumo
- Machado afirmou que voltou à Venezuela neste domingo, 25 de outubro.
- Assessores disseram que ela tentou retornar sete vezes nos últimos meses.
- O governo interino ainda não informou a data de novas eleições.
María Corina Machado afirmou neste domingo (25) que retornou à Venezuela, após mais de dez meses no exílio. A líder da oposição anunciou sua chegada em uma publicação na rede X, e o ex-candidato presidencial Edmundo González também declarou que ela estava em território venezuelano. Machado não detalhou, até o momento, quais serão seus próximos passos políticos no país.
Tentativas de retorno
Machado deixou a Venezuela em dezembro para receber na Noruega o Prêmio Nobel da Paz, concedido por sua atuação em defesa dos direitos democráticos no país. Segundo assessores da líder opositora, ela tentou regressar sete vezes nos meses seguintes, sem conseguir.
Uma das tentativas ocorreu no fim de junho, quando Machado pretendia participar de esforços de reconstrução depois de dois terremotos de grande intensidade. Ela afirmou que o governo impediu sua entrada ao fechar o espaço aéreo. No fim de setembro, enquanto a presidente interina Delcy Rodríguez estava em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, Machado tentou entrar no país e teve a entrada negada três vezes no mesmo dia.
A chegada ocorre após mudanças políticas na Venezuela. Nicolás Maduro foi destituído em janeiro, e os Estados Unidos passaram a trabalhar com o governo interino de Rodríguez em um processo de transição. Machado e González, seu aliado e candidato presidencial em 2024, ficaram fora das negociações conduzidas pelo governo americano.
Disputa sobre a transição
Machado havia prometido voltar e já indicara que poderia disputar novamente a Presidência caso uma eleição fosse convocada.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou anteriormente que Machado não teria apoio e respeito suficientes dentro da Venezuela para liderar o país.
Machado também criticou um acordo petrolífero anunciado por Trump, questionando por que ele estava sendo firmado pelo governo venezuelano, que ela chamou de ilegítimo.
A volta de Machado acontece, assim, enquanto o governo interino afirma que pretende realizar eleições, mas ainda não definiu quando a votação ocorrerá.
Temas
Linha do tempo
- María Corina Machado anuncia retorno à Venezuela após meses no exílio (esta matéria)
- Delcy Rodríguez critica retorno de María Corina Machado à Venezuela
- EUA dizem ter cobrado autorização para volta de María Corina