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29 de outubro de 2026

Economia

Lula inicia novo mandato sob pressão por ajuste fiscal

Mais de 90% do Orçamento de 2027 está comprometido; dívida pública chegou a 82,9% do PIB e pode superar 100% nos próximos anos.

Publicado em 1 min de leitura

Em resumo

  • Mais de 90% do Orçamento de 2027 está comprometido com despesas obrigatórias.
  • A IFI prevê déficit de R$ 86,1 bilhões, contra superávit de R$ 18,6 bilhões estimado pelo governo.
  • Entre as medidas debatidas estão rever benefícios e limitar emendas parlamentares.

Luiz Inácio Lula da Silva começa, em janeiro de 2027, seu quarto mandato sob pressão para conter gastos e estabilizar a dívida pública. Mais de 90% do Orçamento federal está comprometido com despesas obrigatórias, enquanto a dívida chegou a 82,9% do PIB em agosto, segundo o Banco Central. Projeções indicam que o endividamento pode ultrapassar 100% do PIB nos próximos anos sem mudanças estruturais nas contas públicas.

Pouca margem para cortes

Com os gastos discricionários reduzidos, sobra pouco espaço para cortes imediatos sem mudanças nas regras que determinam as despesas.

A dívida também é sensível à taxa básica de juros: 46,4% dela está atrelada à Selic, de acordo com os dados apresentados pelo Banco Central. Assim, uma alta dos juros pode elevar o custo do endividamento.

A reação do mercado à vitória de Lula no segundo turno incluiu a maior alta diária do dólar em cerca de 27 anos e uma queda de quase 14% do Ibovespa. O mecanismo de interrupção temporária das negociações da Bolsa, conhecido como circuit breaker, foi acionado pela primeira vez em seis anos.

Projeções divergem sobre o Orçamento

As estimativas para 2027 mostram a dimensão do desafio.

Mudanças em debate

Entre as alternativas discutidas estão rever regras de aposentadorias e benefícios sociais, reduzir despesas de custeio e limitar emendas parlamentares. Também foram citadas mudanças na indexação do salário mínimo e nos pisos constitucionais de saúde e educação. A avaliação apresentada é que medidas pontuais de aumento de receita ou ajustes superficiais nas regras fiscais não bastariam para mudar a trajetória da dívida.

Temas

Linha do tempo

  1. Dario Durigan diz que governo buscará centro da meta fiscal
  2. Lula inicia novo mandato sob pressão por ajuste fiscal (esta matéria)

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