Boi gordo chega a R$ 380 em São Paulo com frigoríficos ativos
Oferta restrita e escalas de abate curtas sustentam as cotações; em outras praças, arroba variou de R$ 345 a R$ 370 em 9 de outubro.
Em resumo
- A arroba chegou a R$ 380 na capital paulista em 9 de outubro.
- Oferta restrita e escalas de abate curtas sustentaram as cotações.
- Cortes bovinos no atacado tiveram altas limitadas pela concorrência de frango e suíno.
A arroba do boi gordo chegou a R$ 380 em São Paulo, enquanto frigoríficos de diferentes portes seguiram ativos nas compras e elevaram gradualmente suas ofertas. Os preços avançaram na semana encerrada em 9 de outubro em várias regiões produtoras, em um cenário de oferta restrita e escalas de abate concentradas entre cinco e sete dias úteis, segundo o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado.
Cotações em diferentes praças
Em Goiânia, o preço chegou a R$ 360, avanço de 2,86% em relação aos R$ 350 registrados no encerramento da semana anterior.
Em Uberaba, Minas Gerais, a cotação alcançou R$ 365, alta de 4,29% ante os R$ 350 da semana precedente. Dourados, em Mato Grosso do Sul, registrou R$ 370, aumento de 4,23% sobre os R$ 355 do fechamento anterior.
Em Cuiabá, o valor permaneceu em R$ 345, sem mudança na comparação semanal. Já em Vilhena, Rondônia, a arroba subiu 2,90%, de R$ 345 para R$ 355. Os dados mostram diferenças de preço e de ritmo de valorização entre as praças acompanhadas.
Iglesias atribuiu a dificuldade dos frigoríficos para montar as programações à oferta restrita de animais e às escalas de abate consideradas desconfortáveis, com cobertura de cinco a sete dias úteis. Nesse contexto, os compradores permaneceram no mercado e ajustaram suas indicações aos poucos. O analista avaliou que a perspectiva de curto prazo continuava favorável a novas altas, embora os avanços pudessem ocorrer em intensidades diferentes conforme a região.
Carne no atacado
No mercado atacadista, a reposição de produtos durante a semana de entrada dos salários na economia deu sustentação às cotações. O quarto traseiro bovino foi cotado a R$ 28,50 por quilo, alta de 1,29% frente aos R$ 28 registrados no encerramento da semana anterior. O quarto dianteiro ficou em R$ 21,50 por quilo, sem alteração.
Segundo Iglesias, porém, o espaço para novas altas da carne bovina no atacado era limitado pela menor competitividade em relação aos cortes de frango e de suíno, que ofereciam alternativas mais acessíveis aos consumidores.