Plantio de soja em Mato Grosso chega a 33,3% da área estimada
Avanço acelerado ocorreu em meio a chuvas favoráveis; Estado registrou salto superior a 20 pontos percentuais na semeadura.
Em resumo
- Plantio em Mato Grosso chegou a 33,3% da área estimada.
- Chuvas favoreceram o avanço da semeadura em áreas produtoras.
- Há pontos do Estado que precisam de chuva e registraram replantio.
O plantio da safra de soja 2026/27 alcançou 33,3% da área estimada em Mato Grosso, maior produtor brasileiro da oleaginosa, após forte avanço dos trabalhos de campo. Dados da consultoria Pátria AgroNegócios divulgados em 9 de outubro apontam que a semeadura foi favorecida pela chegada antecipada e pelos volumes satisfatórios de chuva em regiões produtoras. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) também registrou um salto superior a 20 pontos percentuais no Estado.
Ritmo acelerado no país
No Brasil, o plantio cobria 19,77% da área prevista para a safra, o ritmo mais acelerado já observado no país para o período, segundo a Pátria AgroNegócios. Na mesma época do ano passado, a semeadura estava em 12,86%; a média dos cinco anos anteriores era de 11,55%.
A consultoria atribuiu a aceleração à chegada precoce das chuvas e aos volumes considerados satisfatórios nas principais áreas produtoras. Na semana analisada, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul tiveram avanço rápido das operações. O progresso da soja também é relevante para o calendário das culturas de segunda safra: uma semeadura mais adiantada pode abrir espaço para que o milho seja plantado em uma janela climática mais favorável.
O diretor da Pátria AgroNegócios, Matheus Pereira, afirmou que a soja plantada naquele momento poderia entrar em colheita em janeiro, o que favoreceria a implantação do milho. A possibilidade de antecipar a colheita, porém, depende da continuidade de condições climáticas favoráveis.
Diferenças nas condições de campo
Apesar do avanço em Mato Grosso, o quadro não é uniforme em todo o Estado. A consultoria também apontou necessidade de chuva no Centro-Norte mato-grossense e alertou que a falta de novas precipitações na semana seguinte poderia se tornar um problema.
No Paraná, por outro lado, o excesso de chuva limitou o avanço recente dos trabalhos, conforme alerta do Departamento de Economia Rural (Deral). Ainda assim, mais de 40% da área paranaense já estava semeada, com os trabalhos adiantados após as precipitações terem começado mais cedo neste ano. O dado reforça que o ritmo de plantio varia entre regiões conforme o comportamento das chuvas.