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13 de outubro de 2026

Política

TSE condiciona retomada do canal Exército do Lula a registro

Nunes Marques suspendeu as atualizações até a comunicação formal à Justiça Eleitoral e determinou monitoramento de publicações pela Meta.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • O canal só poderá retomar as atualizações após registro na Justiça Eleitoral e prazo de 48 horas.
  • A Meta deverá monitorar publicações e informar ao TSE as medidas adotadas em até 24 horas da notificação.
  • Janones disse que tentaria reverter a suspensão determinada por Nunes Marques.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu novamente as atualizações do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, e condicionou sua retomada à comunicação formal do endereço à Justiça Eleitoral. Depois da regularização, o canal deverá cumprir o prazo de 48 horas previsto nas normas eleitorais antes de voltar a publicar e receber novos seguidores.

Regras para o canal e a campanha

A decisão desta terça-feira (13) determina que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informe ao TSE que o canal integra sua propaganda eleitoral. Nunes Marques considerou que o espaço é usado para divulgar conteúdo favorável à candidatura. Eventual responsabilização por uso irregular poderá alcançar o administrador, a coligação e os candidatos responsáveis pela comunicação dos endereços, conforme os procedimentos próprios.

Pelas regras eleitorais mencionadas na decisão, canais criados durante a campanha devem ser informados à Justiça Eleitoral em até 24 horas. Canais que já existiam, mas não foram registrados, só podem ser usados para propaganda 48 horas após a comunicação. A Presidência do TSE deverá notificar a Meta para restabelecer as publicações e permitir novos seguidores quando houver comprovação da regularização e cumprimento do prazo.

O ministro também determinou acompanhamento preventivo das publicações do canal e de outros canais públicos de grande alcance indicados pelas campanhas ou identificados no processo. A Meta deverá retirar conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes aos que já estejam sujeitos a ordens de remoção vigentes e de que a empresa tenha conhecimento, considerando o contexto das postagens.

A empresa terá 24 horas após a notificação para informar ao tribunal as medidas iniciais, os mecanismos de identificação de reproduções, as salvaguardas contra remoções indevidas e eventuais limitações técnicas. A decisão também prevê a preservação de registros para fiscalização.

Decisões anteriores e reação de Janones

A nova ordem foi tomada após o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverter uma suspensão anterior e permitir o funcionamento do canal. Em análise técnica anterior, a área responsável do TSE não identificou desinformação nas mensagens examinadas desde 2 de outubro; parte do conteúdo, porém, havia sido apagada antes da verificação, o que limitou a análise.

O deputado André Janones, administrador do canal, reagiu à suspensão e afirmou aos seguidores que buscaria revertê-la. “Acredito na justiça, acredito que vamos reverter”, escreveu. A decisão de Nunes Marques também prevê monitoramento das publicações para identificar conteúdos alcançados por ordens judiciais de retirada.

Temas

Linha do tempo

  1. TSE manda suspender canal “Exército do Lula” no WhatsApp
  2. TSE restabelece canal “Exército do Lula” e leva caso ao plenário
  3. TSE fará análise urgente sobre canal “Exército do Lula”
  4. Lula diz que presidente do TSE não pode ter lado político
  5. TSE não encontra conteúdo falso em canal “Exército do Lula”
  6. Flávio Bolsonaro contestará relatório do TSE sobre canal pró-Lula
  7. TSE condiciona retomada do canal Exército do Lula a registro (esta matéria)

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