Campanha de Lula apresenta oito relatos sobre a Meta a observadores
Reunião ocorreu em 15 de outubro com seis grupos internacionais; campanha diz apontar possíveis diferenças no tratamento das candidaturas.
Em resumo
- Campanha de Lula levou oito ocorrências sobre a Meta a seis grupos de observação eleitoral.
- Os relatos incluem anúncios, alcance de publicações, vídeos, inteligência artificial e buscas no WhatsApp.
- O TSE determinou medidas relacionadas à igualdade de tratamento entre as campanhas.
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou, em 15 de outubro, oito ocorrências sobre o funcionamento das plataformas da Meta a representantes de seis grupos internacionais de observação eleitoral. Segundo a equipe, os episódios podem indicar falhas técnicas e tratamento desigual em favor de Flávio Bolsonaro no ambiente digital. A reunião foi conduzida pelo coordenador político da campanha e presidente nacional do PT, Edinho Silva.
Participaram representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), da União Europeia, da União Interamericana de Organismos Eleitorais (UNIORE), do Parlamento do Mercosul (Parlasul), da Liga dos Estados Árabes e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP). As missões são credenciadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ocorrências relatadas pela campanha
A equipe afirmou ter levado documentos e estudos de terceiros para sustentar os apontamentos. Entre os exemplos está a desativação temporária da conta de anúncios de Lula, que, segundo a campanha, ocorreu sem justificativa clara. Também foram mencionadas diferenças de engajamento entre as páginas dos candidatos, possíveis disparidades no tratamento algorítmico e variações na contagem de visualizações de vídeos.
Sobre a ferramenta de inteligência artificial da Meta, afirmou que pedidos para criar materiais eleitorais de Lula eram recusados, enquanto solicitações semelhantes envolvendo Flávio Bolsonaro eram atendidas. Outro ponto apresentado foi uma possível anomalia nas buscas e nos canais do WhatsApp: ao procurar o canal de Lula, a plataforma teria sugerido o canal do adversário.
Os episódios foram apresentados como alegações da campanha, que pede transparência e apuração sobre as decisões automatizadas da empresa. A equipe sustenta que as ocorrências levantam dúvidas sobre a igualdade de condições entre as candidaturas. As reclamações ainda seriam formalizadas e encaminhadas às missões com documentação. Os observadores deverão acompanhar as respostas da plataforma e as decisões da Justiça Eleitoral.
Decisão do TSE
Além disso, afirmou ter feito pedidos ao TSE e solicitado explicações à Meta.
Temas
Linha do tempo
- Campanha de Lula acusa Meta de interferir nas eleições
- TSE dá 48 horas para Meta explicar tratamento a Lula e Flávio
- Meta atribui falhas em posts de Lula a problemas técnicos
- Meta nega viés político e atribui falha global a problema técnico
- Meta restringe geração de imagens de Lula e Flávio pela IA
- Campanha de Lula leva denúncia contra Meta à OEA e à ANPD
- TSE dá 24 horas para Meta apurar 255 perfis suspeitos
- Campanha de Lula apresenta oito relatos sobre a Meta a observadores (esta matéria)