Meta nega interferência eleitoral e aponta falhas técnicas em casos
Empresa diz que conta de anúncios foi suspensa por engano, relata problemas que atingiram campanhas e explica falha na Meta AI.
Em resumo
- Meta atribuiu a suspensão de anúncios de Lula a uma classificação antifraude incorreta.
- A empresa disse que falhas em Reels atingiram campanhas e criadores em mais de 100 países.
- Meta relacionou respostas da Meta AI a uma lacuna em suas proteções.
A Meta afirmou em 16 de outubro que não interferiu na distribuição de conteúdo político durante a campanha eleitoral brasileira e atribuiu a falhas técnicas e operacionais os episódios relatados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A manifestação foi divulgada um dia depois de o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinar que a empresa não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral relacionado a Lula e ao candidato Flávio Bolsonaro até o fim do segundo turno.
Suspensão da conta de anúncios
A empresa declarou que a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano em 23 de setembro e ficou indisponível por pouco mais de uma hora. Segundo a Meta, um anúncio foi classificado incorretamente como possível tentativa de fraude envolvendo programa social do governo, durante uma análise antifraude.
A Meta afirmou que a suspensão não teve motivação política e que as páginas oficiais da campanha no Facebook e no Instagram não foram bloqueadas. Também declarou que as regras brasileiras para conteúdo digital podem aumentar o risco de aplicação excessiva e afetar a liberdade de expressão.
Problemas em Reels e anúncios
Sobre o dia 7 de outubro, a empresa relatou um incidente que afetou a contagem de visualizações e reprises de Reels. Durante cerca de cinco horas, os números teriam ficado congelados, incorretos ou zerados, embora os vídeos continuassem sendo distribuídos. De acordo com a Meta, o problema atingiu criadores em mais de 100 países, e a campanha de Flávio Bolsonaro também comunicou a falha naquele dia.
A companhia informou ainda que, em 9 de outubro, uma atualização de código provocou uma falha global no Gerenciador de Anúncios. O problema impediu temporariamente anunciantes de criar anúncios a partir de publicações já feitas no Instagram.
Explicação para a Meta AI
A Meta atribuiu a relatos sobre respostas diferentes da Meta AI a uma lacuna específica nas proteções da ferramenta, e não a viés político. Segundo a empresa, para cumprir a legislação eleitoral brasileira, pedidos envolvendo candidatos foram temporariamente bloqueados.
A campanha de Lula havia acionado a Justiça Eleitoral alegando falhas reiteradas na entrega de suas publicações. Em resposta, a Meta declarou que seus sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política e que os incidentes apontados tinham explicações documentadas. A empresa negou que os episódios representassem direcionamento político, manipulação da distribuição ou tentativa de influenciar a eleição.
Temas
Linha do tempo
- Campanha de Lula acusa Meta de interferir nas eleições
- TSE dá 48 horas para Meta explicar tratamento a Lula e Flávio
- Meta atribui falhas em posts de Lula a problemas técnicos
- Meta nega viés político e atribui falha global a problema técnico
- Meta restringe geração de imagens de Lula e Flávio pela IA
- Campanha de Lula leva denúncia contra Meta à OEA e à ANPD
- TSE dá 24 horas para Meta apurar 255 perfis suspeitos
- Campanha de Lula apresenta oito relatos sobre a Meta a observadores
- TSE proíbe Meta de restringir distribuição de conteúdo eleitoral
- Meta nega interferência eleitoral e aponta falhas técnicas em casos (esta matéria)