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19 de outubro de 2026

Tecnologia

ANPD dá cinco dias para Meta explicar bloqueios e posts removidos

Agência abriu procedimento após denúncias sobre contas suspensas, publicações apagadas e redução de alcance sem justificativa clara.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • A Meta tem cinco dias úteis para responder aos questionamentos da ANPD.
  • A agência pediu explicações sobre bloqueios, remoções e decisões automatizadas.
  • Relatos com possível repercussão eleitoral foram encaminhados ao TSE.

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) deu cinco dias úteis para a Meta explicar os critérios usados em bloqueios de contas, remoção de publicações e restrição do alcance de conteúdos. Os ofícios foram enviados à empresa nesta segunda-feira (19), depois que a agência abriu um procedimento administrativo na sexta-feira (16), motivado por denúncias do Ministério Público Federal (MPF), de organizações da sociedade civil e de cidadãos.

O que a agência quer esclarecer

A ANPD quer detalhes sobre como a Meta recebe denúncias, decide remover conteúdos ou suspender contas e quais critérios orientam essas medidas. A empresa também deverá informar o que comunica aos usuários afetados e quais mecanismos adota para impedir que o sistema de denúncias seja usado de forma ilícita ou abusiva.

Outro ponto da apuração envolve decisões tomadas com tratamento automatizado de dados pessoais. A agência pediu esclarecimentos sobre como essas decisões são tomadas e como os usuários podem solicitar revisão depois de apresentar recurso.

As reclamações mencionadas no procedimento incluem relatos de publicações apagadas, contas bloqueadas e redução de alcance sem explicação específica sobre qual regra teria sido violada. Também foram apontadas dúvidas sobre os critérios aplicados pelas plataformas e sobre os meios disponíveis para contestar decisões.

Casos eleitorais foram encaminhados ao TSE

A ANPD informou que os relatos com potencial repercussão na legislação eleitoral foram enviados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por avaliar questões relacionadas à aplicação dessas normas. A agência separou esses casos da apuração de possíveis irregularidades de caráter geral, que não têm relação direta com o processo eleitoral.

Os questionamentos da fiscalização consideram regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e do Marco Civil da Internet, além da regulamentação atualizada pelo Decreto nº 12.975/2026. Segundo a descrição da ANPD, as normas tratam de transparência nos critérios das plataformas, contestação e revisão de decisões e proteção contra o uso abusivo de denúncias.

Depois de analisar as respostas da Meta e verificar a conformidade dos procedimentos com a legislação, a agência poderá adotar novas medidas de fiscalização. Instagram e Facebook também integram uma iniciativa mais ampla de monitoramento de plataformas digitais, que inclui lojas de aplicativos, redes sociais e ferramentas de inteligência artificial generativa.

Temas

Linha do tempo

  1. Campanha de Lula acusa Meta de interferir nas eleições
  2. TSE dá 48 horas para Meta explicar tratamento a Lula e Flávio
  3. Meta atribui falhas em posts de Lula a problemas técnicos
  4. Meta nega viés político e atribui falha global a problema técnico
  5. Meta restringe geração de imagens de Lula e Flávio pela IA
  6. Campanha de Lula leva denúncia contra Meta à OEA e à ANPD
  7. TSE dá 24 horas para Meta apurar 255 perfis suspeitos
  8. Campanha de Lula apresenta oito relatos sobre a Meta a observadores
  9. TSE proíbe Meta de restringir distribuição de conteúdo eleitoral
  10. Meta nega interferência eleitoral e aponta falhas técnicas em casos
  11. Meta: governo pede investigação da ANPD e ação do MPF
  12. Meta deve reativar contas estudantis do RS em até dois dias
  13. TSE dá 24 horas para Meta comprovar igualdade entre campanhas
  14. TSE proíbe impulsionamento pago de posts de Nikolas e Marçal
  15. ANPD dá cinco dias para Meta explicar bloqueios e posts removidos (esta matéria)

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