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29 de outubro de 2026

Mundo

ONU: ações de restauração cobrem 25% da área prometida

Relatório apresentado na COP17 aponta 252 milhões de hectares em recuperação e estima que o ritmo precisa triplicar até 2030.

Organização das Nações Unidas em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 1 min de leitura

Em resumo

  • Ações estão em curso em 252 milhões de hectares, cerca de 25% do prometido.
  • A ONU estima que os esforços precisam triplicar até 2030.
  • O financiamento anual necessário é estimado em US$ 296 bilhões.

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que iniciativas de restauração ambiental estão em curso em cerca de 252 milhões de hectares no mundo, apenas um quarto da área que os países prometeram recuperar até 2030. O levantamento foi apresentado nesta quinta-feira (29), durante a COP17 da Biodiversidade, em Yerevan, na Armênia, e é o primeiro balanço global desse tipo divulgado pela organização.

Os países comprometeram-se a restaurar aproximadamente 1 bilhão de hectares de ecossistemas degradados.

Predomínio de áreas terrestres

O levantamento, elaborado por três órgãos das Nações Unidas, reuniu informações de governos e iniciativas ambientais, incluindo registros de atividades realizadas entre 1966 e 2026. A maior parte das áreas identificadas é terrestre: cerca de 232 milhões de hectares, ou 92% do total, estão em recuperação.

A Ásia concentra 192,2 milhões de hectares em iniciativas documentadas. A China registra a maior extensão terrestre, com aproximadamente 127,4 milhões de hectares. Na América do Sul, o total é de 5,4 milhões de hectares. O Brasil aparece no relatório com estimativa de 3,4 milhões de hectares em recuperação, identificados com apoio de imagens de satélite e sistemas de monitoramento ambiental.

Recursos e acompanhamento

A ONU ressalva que uma área incluída como estando sob restauração não teve necessariamente sua recuperação concluída. Os resultados para a biodiversidade podem exigir acompanhamento durante anos.

A diretora-executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Inger Andersen, afirmou que há um movimento amplo em defesa da natureza, mas que a recuperação ainda não ocorre na escala nem na velocidade necessárias.

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