Donald Trump vê risco em robôs importados, mas não impõe tarifas
Presidente dos EUA determinou negociações comerciais sobre robótica e máquinas industriais e pediu relatório em até 180 dias.
Em resumo
- Trump não impôs tarifas imediatas sobre robôs e máquinas importados.
- Autoridades dos EUA negociarão com parceiros comerciais e apresentarão relatório em 180 dias.
- A investigação abrangeu robótica, máquinas industriais e equipamentos de corte.
Donald Trump afirmou na quarta-feira, 28 de outubro, que robôs e máquinas importados representam riscos à segurança nacional dos Estados Unidos, mas não anunciou tarifas imediatas. O presidente determinou que autoridades americanas negociem com parceiros comerciais sobre os níveis de importação e pediu um relatório sobre o andamento das conversas em até 180 dias.
A decisão mantém aberta a possibilidade de tarifas futuras caso as negociações não resultem em acordo. Ao mesmo tempo, evita a aplicação imediata de novos encargos sobre fabricantes dos EUA, que dependem de importações estrangeiras para a maioria dos tipos de robótica e maquinário industrial, segundo o Departamento de Comércio.
Negociações após investigação
Trump instruiu o Departamento de Comércio e o Representante Comercial dos EUA a conduzirem conjuntamente as negociações. A investigação sobre robótica e maquinário importados havia começado em setembro de 2025 e durou mais de um ano. O levantamento examinou equipamentos industriais e sistemas mecânicos programáveis controlados por computador.
O escopo incluiu máquinas-ferramentas usadas para corte, soldagem e movimentação de peças, além de autoclaves e fornos industriais. Também foram incluídas máquinas de corte a laser e a jato de água. As autoridades deverão informar, dentro de 180 dias, o progresso das conversas com os parceiros comerciais.
Preocupações com dados e controle remoto
A regra permite a entrada de modelos de robôs humanoides e quadrúpedes que já existiam. A comissão afirmou que dados coletados por robôs poderiam ser usados para vigilância, apoiar serviços de inteligência estrangeiros ou permitir o controle remoto dos equipamentos.
A discussão ocorre enquanto analistas preveem maior adoção de robôs humanoides equipados com inteligência artificial em atividades de consumo e industriais.
Em outro processo, concluído em julho, o Departamento de Comércio avaliou aeronaves comerciais importadas, motores a jato e peças, e apontou preocupações de segurança nacional relacionadas a produtos estrangeiros. Esse exame foi separado da investigação sobre robótica e máquinas industriais.