Hayden Panettiere: polícia encerra investigação e classifica morte
Atriz morreu aos 36 anos em 16 de agosto; laudo apontou efeitos tóxicos de uma combinação de substâncias.
Em resumo
- A polícia de Greenville encerrou a investigação e classificou a morte como acidental.
- O laudo apontou efeitos tóxicos de cinco substâncias, incluindo fentanil.
- Os investigadores analisaram a possível obtenção de medicamentos ilícitos ou falsificados.
A Polícia de Greenville, na Carolina do Sul, encerrou a investigação sobre a morte da atriz Hayden Panettiere e a classificou como acidental. A conclusão foi anunciada na quarta-feira, 28 de outubro, após a análise do médico legista. Panettiere morreu aos 36 anos, em 16 de agosto, e foi encontrada em casa no estado norte-americano.
Causa apontada no laudo
O Departamento de Polícia de Greenville informou que a classificação se baseou na determinação do médico legista e nas conclusões da investigação. O órgão declarou que os trabalhos investigativos foram concluídos.
A causa da morte foi atribuída aos efeitos tóxicos de fentanil, 4-ANPP, alprazolam, metocarbamol e quetiapina. O fentanil é um opioide sintético. O Instituto Médico-Legal do Condado de Greenville já havia classificado a ocorrência como acidental em setembro, ao divulgar o resultado dos exames.
Durante a apuração, os investigadores também analisaram a possibilidade de a atriz ter obtido medicamentos ilícitos ou falsificados de um fornecedor localizado no sul da Califórnia. O comunicado da polícia sobre o encerramento do caso não apresentou novos detalhes sobre essa linha de investigação.
Carreira da atriz
Panettiere começou a atuar ainda criança e ganhou projeção internacional como Claire Bennet na série “Heroes”, lançada em 2006. Também interpretou Juliette Barnes em “Nashville” e Kirby Reed na franquia “Pânico”. Em 1998, deu voz à personagem Dot na animação “Vida de Inseto”. Pelo trabalho no álbum do filme, recebeu indicação ao Grammy na categoria de Melhor Álbum de Palavra Falada para Crianças.
A atriz havia falado publicamente sobre dependência química e depressão. Em uma biografia publicada meses antes de sua morte, relatou problemas com álcool e drogas e disse que médicos chegaram a lhe dar uma “sentença de morte”. Em entrevista anterior, contou que começou a receber comprimidos aos 15 anos e que, posteriormente, passou a consumir bebidas alcoólicas e, ocasionalmente, opioides.
O encerramento da investigação policial mantém a classificação acidental apresentada pelo médico legista. A polícia não divulgou novos detalhes sobre a possibilidade de obtenção de medicamentos ilícitos ou falsificados.