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15 de outubro de 2026

Mundo

Maduro e Cilia Flores se declaram inocentes de acusação de tortura

Casal compareceu a tribunal federal em Manhattan; julgamento está previsto para 1º de junho de 2027, nos Estados Unidos.

Foto de arquivo de Nicolás Maduro
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Maduro e Cilia Flores se declararam inocentes em audiência em Nova York.
  • A denúncia atribui a Maduro ordens para torturar opositores e militares.
  • O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027.

Nicolás Maduro e Cilia Flores se declararam inocentes em 15 de outubro de 2026 de acusações de conspiração para torturar adversários políticos, durante audiência em um tribunal federal de Manhattan, em Nova York.

A audiência foi conduzida pelo juiz federal Alvin Hellerstein. As novas acusações, apresentadas em 8 de outubro, ampliaram o processo criminal contra Maduro, de 63 anos, e Flores, de 70. Os dois já haviam se declarado inocentes de acusações relacionadas ao abuso de poder para ajudar traficantes a transportar cocaína. Advogados do casal também negaram as acusações de tortura.

O que diz a denúncia

Segundo os promotores do gabinete do procurador dos Estados Unidos em Manhattan, Maduro teria ordenado que autoridades torturassem políticos da oposição e integrantes das Forças Armadas acusados de conspirar contra ele. A denúncia afirma que o objetivo seria mantê-lo no poder na Venezuela.

Um dos episódios descritos teria ocorrido em 2014. De acordo com a acusação, Maduro ordenou o sequestro de militares para obter informações sobre possíveis dissidentes. Quando alguns deles resistiram, ele teria instruído os responsáveis a “apertá-los com mais força”. A denúncia também afirma que Flores concordou com o plano durante uma reunião e rejeitou uma alternativa de infiltrar agentes nas fileiras dos suspeitos.

Maduro e Flores não são acusados de terem praticado pessoalmente atos de tortura. O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027.

Detenção e cenário político

O casal foi capturado por militares americanos em uma operação realizada em Caracas, em 3 de janeiro, por ordem do presidente Donald Trump. Depois, foi levado aos Estados Unidos para responder às acusações de tráfico de drogas anunciadas naquele dia. Maduro e Flores permanecem detidos no Centro Metropolitano de Detenção, no Brooklyn, em Nova York.

Maduro governou a Venezuela por 13 anos. Governos americanos impuseram sanções a autoridades venezuelanas e a empresas estatais, citando supostas violações de direitos humanos, corrupção e fraudes eleitorais. Maduro acusava os Estados Unidos de tentar afastá-lo do poder para ampliar o controle sobre os recursos naturais do país.

Após a captura, Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro, assumiu a liderança da Venezuela e ampliou a cooperação com os Estados Unidos. As eleições legislativas de meio de mandato americanas estão marcadas para 3 de novembro de 2026.

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