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07 de outubro de 2026

Mundo

Espanha aprova 21 medidas para enfrentar crise habitacional

Pacote prevê proteção contra despejos, regras para aluguel de quartos e fundo de € 10 bilhões para empréstimos à compra do primeiro imóvel.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Governo espanhol aprovou um pacote com 21 medidas habitacionais.
  • Fundo de € 10 bilhões financiará empréstimos para a compra do primeiro imóvel.
  • Propostas dependem de ratificação por uma legislatura provisória.

O governo da Espanha aprovou na terça-feira (6) um pacote com 21 medidas urgentes para enfrentar a crise habitacional, após protestos em várias cidades e confrontos em Barcelona. As propostas incluem ampliar a proteção contra despejos de moradores vulneráveis, regulamentar o aluguel de quartos e criar um imposto sobre aluguéis sazonais. O primeiro-ministro Pedro Sánchez também anunciou um fundo de € 10 bilhões para financiar empréstimos de até € 50 mil destinados à compra do primeiro imóvel.

Medidas e financiamento

De acordo com o governo, o pacote busca facilitar o aluguel ou a compra de uma moradia. As iniciativas também preveem proibir compras especulativas de imóveis, conceder benefícios fiscais a proprietários e inquilinos que pagarem em dia e oferecer subsídios para construção.

Sánchez afirmou que as medidas pretendem impedir despejos como o de María del Carmen Abascal, de 87 anos, expulsa de sua casa em Madri no mês passado. A expulsão motivou manifestações realizadas no fim de semana em diferentes partes do país. O premiê pediu apoio da oposição e disse que a crise habitacional não deveria ser tratada como uma questão ideológica.

O pacote se assemelha a decretos de emergência rejeitados pelo Parlamento na semana anterior. O governo de coalizão de Sánchez não tem maioria, e partidos de oposição de direita haviam derrubado as propostas legislativas. Após a derrota, o primeiro-ministro convocou eleições antecipadas para 29 de novembro.

Ratificação e protestos

As medidas ainda precisam ser ratificadas por uma legislatura provisória, porque o Parlamento foi dissolvido após a convocação eleitoral. Esse órgão tem 69 integrantes, ante os 350 do Parlamento regular. A coalizão governista precisará de 35 votos para aprovar o pacote, segundo os números divulgados pelo governo.

Em Barcelona, um alerta de mau tempo levou os organizadores a transferir para segunda-feira um protesto inicialmente previsto para o fim de semana. A manifestação começou de forma pacífica, mas terminou em confrontos entre grupos de ativistas e a polícia. Houve lançamento de pedras e incêndio de contêineres de lixo.

O professor de ciência política Alejandro Quiroga, da Universidade Complutense de Madri, avaliou que a aprovação pela legislatura provisória é constitucional e politicamente necessária.

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