Dólar recua e Ibovespa avança com debate e pesquisas no radar
Na manhã de 19 de outubro, a moeda chegou a R$ 5,049 e o índice da bolsa superou 207 mil pontos, em meio à reta final da eleição.
Em resumo
- Dólar recuava e Ibovespa passava de 207 mil pontos na manhã de segunda-feira.
- Pesquisas mantiveram a disputa presidencial no radar dos investidores.
- Focus reduziu as projeções para o dólar e para o crescimento do PIB em 2026.
O dólar recuava e o Ibovespa avançava na manhã de segunda-feira, 19 de outubro de 2026, enquanto investidores acompanhavam a repercussão do debate presidencial realizado na véspera e novas pesquisas para o segundo turno. Também estavam no radar as projeções econômicas do Boletim Focus e indicadores internacionais.
Às 10h, o dólar comercial era negociado a R$ 5,056, com baixa aproximada de 0,35%, segundo a cotação daquele horário. Mais cedo, às 9h39, o dólar à vista recuava 0,38%, a R$ 5,0536. As cotações variam ao longo do pregão.
Eleição e pesquisas influenciam o mercado
O debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado no domingo pela TV Band, e a divulgação de levantamentos eleitorais mantiveram a disputa presidencial entre os fatores observados pelos investidores. Na pesquisa BTG/Nexus, Flávio tinha 46,5% das intenções de voto e Lula, 45,9%. Com margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado foi descrito como empate técnico.
Na pesquisa AtlasIntel, Flávio aparecia com 49,8%, ante 47,6% de Lula. A diferença de 2,2 pontos superava a margem de erro de um ponto percentual indicada para cada candidato. Os números reforçaram a atenção do mercado às propostas econômicas dos candidatos e às perspectivas para as contas públicas.
No debate, Flávio criticou os gastos públicos e o endividamento das famílias. Lula questionou o modelo econômico defendido pelo adversário e fez referências à experiência argentina. Parte dos agentes financeiros associa uma eventual vitória de Flávio à possibilidade de maior contenção fiscal, mas essa avaliação depende das medidas adotadas e das condições políticas para executá-las.
Projeções econômicas e cenário externo
O Boletim Focus reduziu a mediana das projeções para o dólar no fim de 2026, de R$ 5,15 para R$ 5,13. A projeção de inflação para 2026 permaneceu em 5,22%, enquanto a previsão de crescimento do PIB caiu de 1,85% para 1,83%. A estimativa para a Selic ao fim do ano ficou em 13,25%.
Investidores também acompanhavam a cautela nas bolsas europeias e a trajetória dos juros nos Estados Unidos, fatores que influenciam o fluxo de recursos e o desempenho de moedas emergentes.