PF investiga fraude em margem consignável de servidores no Amapá
Operação Margem Zero cumpriu sete mandados de busca em Macapá e Mazagão para apurar a liberação irregular de espaço para novos empréstimos.
Em resumo
- PF cumpriu sete mandados em Macapá e Mazagão.
- A investigação apura a retirada irregular de contratos ativos.
- Intermediários cobrariam porcentagem por novos empréstimos.
A Polícia Federal deflagrou em 22 de outubro de 2026 a Operação Margem Zero, no Amapá, para investigar suspeitas de fraude em empréstimos consignados de servidores públicos estaduais e municipais. A ação cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Macapá e Mazagão. Segundo a PF, a apuração busca esclarecer a retirada irregular de registros de contratos ativos, o que poderia abrir espaço para a contratação de novos créditos.
Como funcionaria o esquema
De acordo com a investigação, servidores que já não tinham margem consignável disponível eram procurados por intermediários. Eles ofereciam uma chamada “liberação de margem” mediante o pagamento de uma porcentagem sobre o valor de novos empréstimos contratados.
Conforme a PF, os servidores abordados já teriam atingido o limite e, pelas regras aplicáveis, não poderiam contratar novos consignados naquele momento.
A suspeita é que contratos de crédito ainda ativos fossem excluídos ou desaverbados indevidamente dos sistemas de consignação. Com a retirada dos registros, a margem apareceria como disponível, embora os descontos dos empréstimos continuassem existentes. Isso poderia permitir a aprovação de novas operações e dar a impressão de que o servidor tinha capacidade para assumir mais dívidas.
Investigação continua
A apuração começou após comunicações de irregularidades em contratos de crédito, segundo as informações divulgadas sobre a operação. Levantamentos realizados no curso da investigação apontaram a abordagem de servidores por intermediários que cobrariam uma parte dos valores liberados.
A Polícia Federal informou que os intermediários envolvidos receberiam uma porcentagem dos empréstimos obtidos.
As suspeitas são objeto de apuração e não representam, por si só, comprovação de responsabilidade dos investigados. A PF afirmou que as investigações continuam para apurar a extensão das fraudes e responsabilizar os suspeitos.