Flávio Bolsonaro: PF envia investigação ao STF e Moraes será relator
Apuração sobre suspeitas de lavagem de dinheiro também envolve o advogado Willer Tomaz; caso foi distribuído ao Supremo há pelo menos uma semana.
Em resumo
- A PF enviou ao STF investigação sobre suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz.
- Alexandre de Moraes foi sorteado para relatar o caso.
- A apuração teve origem em investigação sobre pagamentos digitais e apostas esportivas.
O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado para relatar o caso, que chegou à Corte há pelo menos uma semana. Até a publicação da notícia, as defesas dos citados não haviam se manifestado sobre o novo procedimento.
Investigação começou no Rio Grande do Sul
A apuração teve origem em um inquérito da Polícia Federal que tramitava na primeira instância, no Rio Grande do Sul. O procedimento investigava possíveis irregularidades envolvendo empresas de pagamentos digitais e o mercado de apostas esportivas.
Durante as diligências, investigadores apontaram indícios de que Tomaz teria ligação com uma empresa autorizada a operar apostas esportivas no Rio de Janeiro. A análise de dados extraídos da nuvem do celular do advogado teria identificado contatos com Flávio Bolsonaro. O caso foi enviado ao STF em razão do foro privilegiado do senador.
Segundo fontes a par da investigação, o material reunido pela PF inclui registros de encontros, festas e reuniões, além de informações sobre possíveis pagamentos de viagens ao parlamentar. Documentos pessoais de Flávio também teriam sido encontrados no iCloud do advogado.
A apuração ainda identificou supostos vínculos com uma conta bancária na qual Flávio aparecia como “usuário master”. Os investigadores também apontaram que uma conta vinculada a Tomaz movimentou cerca de R$ 130 milhões entre março e maio de 2025. A origem e a destinação dos valores ainda precisam ser aprofundadas, segundo a investigação.
Flávio é investigado em dois inquéritos no STF
Com o novo procedimento, Flávio passa a ser investigado em dois inquéritos no Supremo. Esse caso está sob relatoria do ministro André Mendonça.
Na ocasião, a investigação tratava de suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador Weverton Rocha (PDT-MA), e Flávio não era investigado naquele procedimento.
Flávio já havia afirmado ser amigo pessoal de Tomaz e negado a prática de quaisquer crimes.
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