Conselho da Meta cobra transparência na moderação eleitoral
Órgão apontou falhas recorrentes e pediu métricas públicas para avaliar a atuação da empresa em períodos eleitorais, incluindo no Brasil.
Em resumo
- Conselho apontou falhas recorrentes na moderação eleitoral da Meta.
- Órgão pediu métricas públicas e regras mais consistentes.
- Declaração citou problemas no Brasil e nos Estados Unidos.
O Conselho de Supervisão da Meta apontou falhas recorrentes na moderação de conteúdo eleitoral e pediu que a empresa adote regras mais transparentes e consistentes. Em declaração divulgada em 20 de outubro de 2026, o órgão citou problemas observados no Brasil e nos Estados Unidos e cobrou indicadores públicos para medir a eficácia das medidas da plataforma.
Falhas nos dois sentidos
O conselho descreveu dois tipos de problema na aplicação das regras durante eleições e períodos de tensão política. Uma atuação excessivamente rigorosa pode retirar de circulação manifestações políticas legítimas; uma aplicação insuficiente, por outro lado, pode comprometer a integridade do processo eleitoral.
O órgão criticou decisões que possam restringir manifestações políticas em períodos eleitorais e defendeu que sistemas automatizados considerem o idioma, as nuances e o contexto político, especialmente para não limitar conteúdo que não incite à violência.
No caso brasileiro, o conselho mencionou restrições técnicas e a aplicação excessiva de políticas antifraude que afetaram contas de anúncios do presidente. Esses problemas levantaram questionamentos sobre a atuação da Meta durante a eleição.
Cobrança por métricas públicas
O Conselho de Supervisão afirmou que a Meta costuma divulgar dados gerais, como quantidade de anúncios armazenados ou de contas removidas, mas não apresenta métricas públicas que permitam avaliar com clareza a eficácia da moderação nem suas lacunas. O órgão já havia pedido critérios objetivos após problemas registrados nas eleições presidenciais brasileiras de outubro de 2022.
A falta de indicadores, segundo a declaração, dificulta avaliar se as medidas de integridade eleitoral funcionam. O conselho também alertou que a remoção indevida de manifestações políticas antes de uma votação pode prejudicar a participação dos eleitores.
Contexto no segundo turno
A manifestação foi divulgada um dia depois de a Meta apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral informações sobre medidas para assegurar tratamento igualitário às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no segundo turno. A discussão ocorreu após queixas sobre restrições ao impulsionamento e oscilações no alcance de conteúdos favoráveis a Lula.
Na avaliação do órgão, os acontecimentos recentes indicam que a empresa ainda precisa avançar para cumprir esse compromisso.
Temas
Linha do tempo
- Meta é alvo de protesto em São Paulo por neutralidade eleitoral
- Meta é cobrada por falhas eleitorais e nega desigualdade ao TSE
- Perfis de IA apoiam Lula e Flávio; Conselho cobra Meta
- Conselho da Meta cobra transparência na moderação eleitoral (esta matéria)