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20 de outubro de 2026

Política

Meta é cobrada por falhas eleitorais e nega desigualdade ao TSE

Conselho de Supervisão pede transparência na moderação; empresa afirma que trata igualmente as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro.

Meta em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Conselho da Meta apontou falhas recorrentes na moderação eleitoral.
  • A empresa negou tratamento desigual entre Lula e Flávio Bolsonaro ao TSE.
  • Meta informou auditoria de 1.204 publicações sobre rotulagem de conteúdo com IA.

O Conselho de Supervisão da Meta apontou falhas recorrentes na aplicação das regras de moderação eleitoral e cobrou mais transparência da empresa. No mesmo dia, a Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que trata de forma igualitária os conteúdos relacionados às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no segundo turno de 2026.

Conselho cobra critérios públicos

Em comunicado divulgado na terça-feira (20), os copresidentes do Conselho afirmaram que a Meta precisa tornar suas regras eleitorais mais consistentes e avaliar publicamente a eficácia dos mecanismos de moderação. O órgão destacou dois riscos: a aplicação excessivamente rigorosa das normas, que pode suprimir manifestações políticas, e a aplicação insuficiente, que pode comprometer a integridade eleitoral.

O Conselho já havia pedido à empresa, após as eleições presidenciais brasileiras de 2022, critérios mensuráveis para avaliar medidas de proteção eleitoral e a divulgação de indicadores relevantes. Segundo o comunicado, números gerais, como anúncios armazenados ou contas removidas, não mostram com transparência se as regras funcionaram nem quais lacunas persistem.

A manifestação também citou restrições técnicas que atingiram contas de Lula e de apoiadores no Brasil.

Meta apresenta resposta ao TSE

A Meta enviou sua manifestação ao tribunal na noite de segunda-feira (19), após determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze. A ordem exigia informações sobre as medidas para assegurar tratamento isonômico às campanhas. A empresa declarou que cumpriu as determinações judiciais e que um documento técnico anexado ao processo descreve como os conteúdos das duas candidaturas recebem tratamento igual e não discriminatório.

A companhia afirmou que a isonomia se refere a regras e critérios, não necessariamente aos resultados de alcance. Também informou que anúncios de contas oficiais de campanha que sejam restringidos automaticamente passam por revisão humana em até duas horas. Bellizze havia fixado multa diária de R$ 500 mil caso a empresa não respondesse e, na segunda-feira, elevou a sanção para R$ 1 milhão e estabeleceu prazo de 24 horas.

Sobre a Meta AI, a empresa disse ter adotado medidas para que a ferramenta também rejeite pedidos de geração de imagens que mencionem os prenomes dos candidatos. A Meta informou ainda que auditou 1.204 publicações denunciadas por falta de rotulagem adequada: 720 foram removidas, 270 já tinham sinalização e 214 foram classificadas como não eleitorais.

A Meta reconheceu que podem ocorrer erros, inclusive bloqueios indevidos de anúncios autorizados, e disse que trabalharia com o TSE e as equipes de campanha para corrigi-los.

Temas

Linha do tempo

  1. Meta é alvo de protesto em São Paulo por neutralidade eleitoral
  2. Meta é cobrada por falhas eleitorais e nega desigualdade ao TSE (esta matéria)

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