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29 de outubro de 2026

Mundo

Alvin Hellerstein, juiz do caso Maduro, morre aos 92 anos

Magistrado federal morreu em Nova York em 28 de outubro; o processo contra Nicolás Maduro foi atribuído à juíza Analisa Torres.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Alvin Hellerstein morreu aos 92 anos em Nova York.
  • O caso contra Maduro foi atribuído à juíza Analisa Torres.
  • O magistrado teve uma carreira de quase três décadas no Distrito Sul de Nova York.

O juiz federal Alvin K. Hellerstein, que conduzia em Nova York o processo criminal contra Nicolás Maduro, morreu aos 92 anos nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026. Um funcionário do tribunal distrital onde atuava confirmou a morte. A causa não foi informada. Após a morte, um documento judicial atribuiu o caso à juíza Analisa Torres.

Maduro foi capturado por forças americanas em janeiro, durante uma operação militar em Caracas. A morte de Hellerstein ocorre enquanto o caso segue em andamento, agora sob responsabilidade de Torres.

Trajetória na Justiça federal

Hellerstein foi indicado em 1998 pelo então presidente Bill Clinton para o cargo de juiz do Distrito Sul de Nova York. Antes de ingressar na advocacia privada, atuou como advogado no Exército dos Estados Unidos entre 1957 e 1960. Ele se formou em Direito pela Universidade Columbia.

As informações sobre há quanto tempo Hellerstein conduzia o processo relacionado a Maduro divergem: uma indicação situa essa responsabilidade a partir de 2020, enquanto outra afirma que o juiz acompanhava o caso havia mais de uma década. A ação já resultou na condenação de Hugo Armando Carvajal, ex-chefe de inteligência da Venezuela.

Casos de grande repercussão

Ao longo da carreira, Hellerstein supervisionou processos civis decorrentes dos atentados da Al-Qaeda de 11 de setembro de 2001, em Nova York e Washington. Nesses casos, rejeitou acordos que considerava injustos para os autores das ações.

Em 2015, determinou que o governo dos Estados Unidos divulgasse um grande número de fotografias que documentavam abusos contra detidos no Iraque e no Afeganistão. Também presidiu um julgamento sobre as atividades do banco francês BNP Paribas no Sudão. No ano passado, um júri concluiu que as operações da instituição contribuíram para sustentar o regime do então governante Omar al-Bashir e concedeu US$ 20,75 milhões em indenizações a três autores sudaneses.

Hellerstein também rejeitou um pedido de Donald Trump para transferir à Justiça federal um processo em Nova York relacionado a pagamentos não declarados. No ano passado, impediu que o governo Trump deportasse supostos integrantes de uma organização criminosa venezuelana sem audiência judicial.

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