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29 de outubro de 2026

Economia

Petrobras prevê nova perfuração na costa do Amapá em 2027

Após duas descobertas no bloco FZA-M-59, companhia planeja retomar a campanha exploratória com uma nova sonda no início de 2027.

Petrobras em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Petrobras prevê nova sonda no bloco FZA-M-59 no início de 2027.
  • Três poços ainda devem ser perfurados no bloco nos próximos anos.
  • A empresa avalia a extensão, a qualidade e a viabilidade econômica da descoberta.

No bloco FZA-M-59, onde já foram registradas duas descobertas de petróleo, outros três poços deverão ser perfurados nos próximos anos, conforme o planejamento da companhia.

Sonda seguirá para outra bacia

A sonda NS-42 opera atualmente a cerca de 175 quilômetros do litoral amapaense e realiza os procedimentos finais para encerrar as atividades no poço Morpho. Depois, a embarcação será deslocada para a Bacia Potiguar, entre os estados do Rio Grande do Norte e do Ceará, onde perfurará outro poço exploratório.

A continuidade da campanha no FZA-M-59 ficará a cargo de uma nova sonda. A previsão da Petrobras é que a unidade chegue à área no início de 2027. O plano indica a retomada da perfuração no bloco, mas as informações divulgadas não especificam as datas de início de cada um dos três poços previstos nem detalham o cronograma completo das operações.

Descoberta ainda passa por avaliação

A empresa analisa os dados obtidos durante a perfuração para avaliar a extensão da reserva, a qualidade do reservatório e a viabilidade econômica de uma possível exploração.

Caso os resultados dessa avaliação sejam positivos, a área poderá avançar para etapas de avaliação e desenvolvimento antes de uma eventual produção comercial. A descoberta, portanto, não representa por si só o início da produção. A companhia ainda precisa determinar as características do reservatório e se a exploração é economicamente viável.

A Bacia da Foz do Amazonas integra a Margem Equatorial, faixa marítima que se estende pelo litoral Norte do Brasil, entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. A região reúne diferentes bacias sedimentares e é considerada uma fronteira exploratória de petróleo no país. O interesse da indústria está relacionado ao potencial geológico da área, comparado ao de regiões da costa atlântica africana onde houve descobertas.

A exploração na Margem Equatorial também está no centro de debates ambientais sobre os possíveis impactos da atividade petrolífera e os requisitos de licenciamento. A previsão de perfuração em 2027 refere-se à continuidade da campanha exploratória no bloco FZA-M-59; a fonte não informa uma data para eventual produção comercial.

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