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29 de outubro de 2026

Economia

Juros consumiram R$ 674 bilhões de famílias e empresas no 1º semestre

Despesa subiu 7,4% ante 2025; famílias responderam por R$ 515,4 bilhões, segundo levantamento da FecomercioSP.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Famílias e empresas desembolsaram R$ 674 bilhões em juros no primeiro semestre.
  • A despesa total subiu 7,4% ante o mesmo período de 2025.
  • A inadimplência acima de 90 dias chegou a 7,37% entre os consumidores.

Famílias e empresas brasileiras desembolsaram R$ 674 bilhões com juros no primeiro semestre de 2026, alta de 7,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O levantamento da FecomercioSP aponta que as famílias concentraram R$ 515,4 bilhões da despesa, enquanto as empresas pagaram R$ 158,6 bilhões.

Crédito mais caro para as famílias

De acordo com a entidade, os gastos das famílias com juros cresceram quase 10% na comparação anual. No mesmo período, a taxa nominal ponderada acumulada passou de 24,3% para 25,3%, enquanto o saldo real do crédito livre para pessoas físicas avançou 6,1%, chegando a R$ 2,353 trilhões. As concessões de crédito a esse público também aumentaram: 5,1%.

Os dados indicam que a procura por empréstimos continuou mesmo com o encarecimento do crédito. A FecomercioSP também registrou piora nos atrasos: a inadimplência acima de 90 dias alcançou 7,37% dos consumidores, aumento de 1,78 ponto percentual no indicador.

A entidade informou que 3,4 milhões de lares estavam endividados, maior número desde 2022. Em nota sobre a pesquisa, a FecomercioSP avaliou que a capacidade de pagamento se deteriorou de forma expressiva em dois anos e que o nível de famílias com dívidas continuava elevado.

Despesas das empresas

Entre as empresas, o levantamento identificou um quadro diferente do observado no crédito às pessoas físicas. O gasto total com juros ficou praticamente estável entre o primeiro semestre de 2025 e o de 2026, mas as operações de crédito recuaram.

Segundo a FecomercioSP, a despesa permaneceu elevada apesar da redução no saldo de crédito porque as novas concessões ficaram mais caras. Assim, a conta total de juros das pessoas jurídicas chegou a R$ 158,6 bilhões nos seis primeiros meses de 2026.

Somadas as despesas de famílias e empresas, o total de R$ 674 bilhões representou crescimento de 7,4% frente aos primeiros seis meses de 2025. O levantamento reúne os valores pagos pelos dois grupos em juros no período e aponta comportamentos distintos no uso do crédito: expansão do saldo e das concessões para pessoas físicas, e recuo das operações empresariais.

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