Bradesco lucra R$ 7,11 bilhões no terceiro trimestre de 2026
Resultado recorrente cresceu 14,6% em um ano; carteira de crédito chegou a R$ 1,15 trilhão e inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,6%.
Em resumo
- Bradesco lucrou R$ 7,11 bilhões, alta anual de 14,6%.
- Carteira de crédito chegou a R$ 1,15 trilhão em setembro.
- Inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,6%.
O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,11 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 14,6% em relação ao mesmo período de 2025. O balanço, divulgado pelo banco em 22 de outubro, também mostrou crescimento de 0,8% ante o trimestre anterior e uma carteira de crédito de R$ 1,15 trilhão ao fim de setembro.
Crédito e inadimplência
A carteira de crédito expandida avançou 11,1% em 12 meses e 1,1% na comparação com o fim de junho. O saldo destinado a pessoas jurídicas somou R$ 664,7 bilhões, alta anual de 14,1%. Desse total, R$ 392,2 bilhões correspondiam a grandes empresas e R$ 272,5 bilhões a micro, pequenas e médias empresas. Para pessoas físicas, a carteira chegou a R$ 484,9 bilhões, crescimento de 7,4% em um ano.
O avanço dos empréstimos ocorreu junto com a elevação dos atrasos. O índice de inadimplência acima de 90 dias terminou o trimestre em 4,6%, ante 4,1% um ano antes e 4,3% no segundo trimestre de 2026. As despesas com provisões para perdas de crédito somaram R$ 10,6 bilhões, aumento de 24,3% em 12 meses e de 6,6% frente ao trimestre anterior.
Segundo o Bradesco, a piora nos atrasos foi puxada principalmente por micro, pequenas e médias empresas, em especial operações de capital de giro com garantias do governo federal. O banco também apontou atrasos sazonais em operações do John Deere, voltadas ao agronegócio, que pressionaram indicadores de crédito para pessoas físicas. A instituição afirmou que o ambiente macroeconômico mantém pressão sobre a inadimplência e que está ajustando modelos e preços e reduzindo exposição a grupos de clientes mais voláteis.
Receitas e capital
A margem financeira total foi de R$ 21,4 bilhões, avanço de 14,2% em 12 meses. A parcela com clientes somou R$ 20,5 bilhões, enquanto a margem com mercado ficou em R$ 0,9 bilhão. As receitas de prestação de serviços chegaram a R$ 10,9 bilhões, alta anual de 3,1%.
As despesas operacionais totalizaram R$ 13,1 bilhões, queda de 1% em 12 meses. O banco também concluiu um aumento de capital de R$ 10 bilhões: R$ 5,4 bilhões foram aportados pelos controladores e R$ 4,6 bilhões pelos acionistas minoritários. Em nota, o CEO Marcelo Noronha atribuiu o crescimento do lucro à expansão das receitas, ao controle de despesas e à gestão de risco.