Pular para o conteúdo

09 de outubro de 2026

Economia

Indústria: 37,2% não conseguiram crédito de longo prazo

Pesquisa da CNI aponta alta ante 2025; juros foram citados como principal obstáculo pelas empresas com dificuldade de financiamento.

Confederação Nacional da Indústria (CNI) em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • 37,2% das indústrias que buscaram crédito de longo prazo não conseguiram os recursos em 2026.
  • Juros foram citados como barreira por 68,9% das empresas com dificuldade no crédito de longo prazo.
  • Quase metade das pequenas e médias que buscaram financiamento longo não obteve crédito.

A proporção de indústrias que tentaram contratar ou renovar crédito de longo prazo e não conseguiram os recursos chegou a 37,2% em 2026, ante 33% em 2025. Os percentuais consideram apenas as empresas que buscaram esse tipo de financiamento. Os dados são de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre o período de fevereiro a julho, divulgada em 9 de outubro.

Juros e garantias entre as barreiras

Entre as empresas que tiveram dificuldade para obter crédito de curto ou médio prazo, 76% apontaram os juros como uma das barreiras. Nas operações de longo prazo, a taxa foi mencionada por 68,9% das empresas com dificuldades. As exigências de garantias reais, como imóveis, também foram citadas: por 33,4% das empresas com problemas no crédito de curto ou médio prazo e por 31,5% das que enfrentaram dificuldades no longo prazo.

A pesquisa também mediu a busca por crédito. Entre fevereiro e julho, 49,9% das indústrias não tentaram contratar ou renovar financiamento de curto ou médio prazo. No caso do crédito de longo prazo, 54% não buscaram recursos.

Capital de giro lidera finalidade

O capital de giro foi a principal finalidade do crédito de longo prazo para 28,7% das empresas que buscaram, contrataram ou renovaram esse tipo de financiamento. O percentual superou o destinado à compra de máquinas e equipamentos, de 23,6%, e à construção e instalação, de 11,6%.

Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI, afirmou que o capital de giro costuma cobrir despesas cotidianas, como folha de pagamento e compra de materiais e insumos. Ela observou que esse uso chama a atenção quando depende de crédito de longo prazo, geralmente associado ao financiamento de investimentos em máquinas, equipamentos e edificações.

Pequenas e médias relatam mais dificuldade

Entre as indústrias que procuraram financiamento de longo prazo, 48,2% das pequenas e 48,1% das médias não conseguiram os recursos. Nas grandes empresas, a proporção foi de 29,9%.

O levantamento abrangeu o período de fevereiro a julho.

Temas

Compartilhe

Leia também