Boi gordo fecha semana em alta e escalas curtas podem pressionar
Cotações subiram em seis praças em 23 de outubro; frigoríficos tinham escalas de abate de cinco a seis dias úteis na maior parte do país.
Em resumo
- A arroba subiu nas seis praças pesquisadas em 23 de outubro.
- Escalas de abate de cinco a seis dias úteis podem favorecer novas altas.
- Exportações tiveram queda no valor e no volume médios diários ante outubro de 2025.
A arroba do boi gordo encerrou a semana de 23 de outubro em alta em seis praças brasileiras, enquanto escalas de abate entre cinco e seis dias úteis na maior parte do país indicam possibilidade de novos reajustes no curto prazo.
Cotações em alta
No dia 23, o boi gordo a prazo foi cotado a R$ 386,25 em São Paulo, alta de 0,6% ante o fechamento da semana anterior. Em Goiânia, a arroba chegou a R$ 371,25, avanço de 0,7%. Uberaba, em Minas Gerais, registrou R$ 380,29, aumento de 1,7%, enquanto Dourados, em Mato Grosso do Sul, marcou R$ 380,45, alta de 2,1%.
Em Cuiabá, o preço foi de R$ 360,81, elevação de 2,3%. Já em Vilhena, Rondônia, a arroba alcançou R$ 363,15, avanço de 0,83% em relação ao fim da semana anterior.
Iglesias afirmou que a valorização perdeu força em São Paulo, onde as referências se acomodaram e frigoríficos resistiram a pagar valores maiores. Na Região Norte, a alta foi mais intensa, em meio à oferta limitada e à necessidade das indústrias de recompor suas escalas. O analista avaliou que a dificuldade para alongar os abates também pode deixar o mercado paulista sujeito a novas altas.
Carne e exportações
No atacado, os reajustes tiveram espaço menor e ficaram concentrados nos cortes do dianteiro bovino. O quarto do traseiro permaneceu em R$ 29,50 por quilo, sem variação semanal. O dianteiro avançou 1,36%, de R$ 22 para R$ 22,30 por quilo.
Para Iglesias, a demanda enfrenta a sazonalidade de menor consumo da segunda quinzena do mês e a redução do impulso associado à entrada dos salários. A carne bovina também concorre com proteínas substitutas, especialmente o frango, que tem vantagem de preço e pode ocupar mais espaço nas escolhas dos consumidores.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, em outubro, até então com 11 dias úteis, as exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada renderam US$ 671,457 milhões. A média diária foi de US$ 61,041 milhões. O país exportou 107,835 mil toneladas, com média diária de 9,803 mil toneladas, e o preço médio ficou em US$ 6.226,70 por tonelada.
Na comparação com outubro de 2025, o valor médio diário exportado caiu 24,4% e a quantidade média diária recuou 32,7%, enquanto o preço médio subiu 12,4%.