Agronegócio registra 448 pedidos de recuperação judicial no 2º
Número caiu 20,7% ante o mesmo período de 2025, segundo a Serasa Experian; Mato Grosso liderou os registros, com 107 solicitações.
Em resumo
- O agro teve 448 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026.
- Mato Grosso liderou os registros estaduais, com 107 solicitações.
- A Serasa associa a queda possível à sazonalidade, receitas e renegociações.
O agronegócio brasileiro registrou 448 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026, queda de 20,7% em relação às 565 solicitações do mesmo período de 2025. O levantamento da Serasa Experian reúne pedidos de produtores rurais pessoas físicas e jurídicas e de empresas ligadas à cadeia do setor. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, quando houve 474 registros, a redução foi de 5,5%.
Queda nos três grupos
Os produtores rurais pessoas físicas responderam por 197 pedidos entre abril e junho, recuo de 10,5% frente aos 220 do segundo trimestre do ano passado. Apesar da diminuição, esse foi o grupo com maior número de solicitações. Mato Grosso liderou nesse recorte, com 49, seguido por Goiás, com 46.
O cultivo de soja concentrou 70 solicitações desse grupo, enquanto a criação de bovinos somou 28.
Serviços de apoio à agropecuária lideraram esse segmento, com 26 pedidos. A agroindústria de transformação primária teve 20, e o comércio atacadista de produtos agropecuários primários, 18.
Mato Grosso lidera por estado
Na distribuição por unidades da Federação, Mato Grosso somou 107 pedidos, o equivalente a 23,9% do total. Goiás ficou em segundo lugar, com 84; São Paulo teve 72; Minas Gerais, 54; e Paraná, 42. O ranking considera os três perfis analisados pela Serasa Experian.
Na classificação por porte dos produtores, o grupo descrito como “sem propriedades” registrou 70 pedidos e pode incluir arrendatários. Grandes proprietários somaram 51 solicitações, pequenos proprietários, 39, e médios proprietários, 37.
Serasa recomenda cautela
Ele ponderou que a queda não confirma, por si só, uma reversão das dificuldades financeiras do setor.
A Serasa aponta que custos elevados, crédito mais seletivo e endividamento ainda compõem um cenário desafiador. Pimenta destacou a importância do planejamento financeiro, da preservação do fluxo de caixa e da busca por renegociação. Segundo ele, é necessário acompanhar se a redução dos pedidos continuará nos próximos trimestres.