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29 de outubro de 2026

Saúde

França registra primeiro caso humano do vírus Shamonda

Paciente morreu no início de outubro; autoridades afirmam que não há risco identificado para a população em geral.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • França confirmou o primeiro caso humano do vírus Shamonda.
  • O paciente morreu, mas a relação do vírus com o óbito segue sob investigação.
  • Autoridades dizem que não há risco identificado para a população em geral.

A França registrou seu primeiro caso humano do vírus Shamonda, normalmente encontrado em animais de criação. O paciente morreu no início de outubro, mas ainda estão em andamento investigações para determinar se o vírus causou ou contribuiu para a morte e como ocorreu a infecção. As autoridades francesas e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) afirmaram que, até o momento, não foi identificado risco para a população em geral.

Investigação sobre a infecção

A suspeita é de transmissão por mosquito, mas a forma como o contágio ocorreu ainda está sendo apurada.

Segundo o ECDC, o paciente recebia tratamento para uma doença grave, condição que o tornava mais suscetível a infecções do que a população em geral. O órgão europeu informou que acompanha a situação e mantém contato com autoridades francesas e parceiros europeus para investigar possíveis implicações para a saúde pública.

O ECDC declarou que as apurações também devem esclarecer se o Shamonda teve participação na morte. Até que essa investigação seja concluída, não há confirmação de que o vírus tenha causado o óbito.

Vírus circula entre animais

O Shamonda é transmitido por mosquitos e é encontrado principalmente em bovinos. Também já foi detectado em cavalos, alpacas, ovelhas e cabras, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH).

O boletim semanal francês de vigilância sanitária animal registrou detecções também na Áustria, Bélgica, Irlanda, Itália, Liechtenstein, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Eslovênia, Espanha e na ilha de Jersey, no Reino Unido. O vírus não está sujeito a medidas oficiais de vigilância ou controle previstas na legislação de saúde animal da União Europeia.

Um estudo em nove fazendas leiteiras francesas constatou queda de até 75% na produção de leite nos rebanhos afetados. Bovinos infectados apresentaram diarreia, fraqueza e perda de apetite; febre foi observada com menor frequência. A WOAH informou que não há vacinas comercialmente disponíveis contra o vírus.

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