Bolsas europeias caem com pressão de bancos e protestos na França
STOXX 600 recuou nesta segunda-feira, 19 de outubro; ações de bancos franceses lideraram as perdas em meio a preocupações fiscais.
Em resumo
- Bolsas europeias fecharam em queda em meio à aversão a risco.
- Ações de bancos tiveram algumas das maiores perdas do pregão.
- Carrefour relatou saques em 50 lojas durante os protestos na França.
As bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, pressionadas por vendas de ações de bancos e pela aversão a risco após os protestos na França. O movimento também refletiu preocupações com a situação fiscal francesa, enquanto investidores acompanhavam a temporada de balanços, os preços do petróleo e incertezas geopolíticas.
Bancos lideram as perdas
O setor bancário foi o de pior desempenho entre os segmentos europeus, com recuo de 2,2% em um dos levantamentos de fechamento. Em Paris, o subíndice bancário do STOXX 600 caiu 2,4%. Société Générale, BNP Paribas e Crédit Agricole registraram baixas, em meio à alta dos juros dos títulos franceses de dez anos.
A Capital Economics avaliou que a situação fiscal da França pode piorar antes de melhorar, mas considerou limitado o risco de contágio, citando a baixa exposição dos bancos à dívida soberana e a capacidade de atuação do Banco Central Europeu. Kiran Ganesh, estrategista de múltiplos ativos da UBS Global Wealth Management, afirmou que o cenário implica volatilidade no curto prazo.
O CAC 40, principal índice de Paris, recuou 1,11%, para 7.868,05 pontos. O FTSE 100, de Londres, caiu 1,08%, a 10.764,69 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, perdeu 0,78%, encerrando a 9.394,18 pontos. Os números divulgados para o STOXX 600 divergiram: um balanço apontou queda de 0,87%, a 639,10 pontos, e outro registrou baixa de 0,80%, a 639,56 pontos. Ambos mostraram fechamento negativo.
Empresas e próximos balanços
A varejista Carrefour caiu após informar que 50 lojas foram saqueadas durante os protestos. A empresa também anunciou a compra da Codifrance por 152 milhões de euros. Em Paris, Accor e Klépierre também recuaram. Na Itália, UniCredit, Mediobanca e BPER Banca fecharam em baixa; Milão também registrou protestos.
Na Holanda, BE Semiconductor subiu 3,3% e ASML avançou 1,3%, acompanhando a recuperação de empresas de tecnologia nos Estados Unidos.
Investidores aguardavam resultados de empresas europeias e americanas. SAP, Barclays e Nokia deveriam divulgar balanços ao longo da semana. Nos Estados Unidos, os resultados da Meta e de fabricantes de chips também eram acompanhados pelo mercado.
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