França registra 1.200 prisões em protestos e incêndio em Limoges
Balanço do premiê aponta 150 policiais e gendarmes feridos; fogo derrubou parte da sede histórica da prefeitura de Limoges.
Em resumo
- França registrou cerca de 1.200 detenções e 150 agentes feridos.
- Incêndio derrubou parte da prefeitura histórica de Limoges.
- Atos contra custo de vida e moradia ocorreram em outros países europeus.
Os protestos contra o custo de vida e por melhores condições de ensino na França terminaram neste sábado (17) com cerca de 1.200 pessoas detidas e 150 policiais e gendarmes feridos, segundo o primeiro-ministro Sébastien Lecornu. Em Limoges, um incêndio atingiu a sede da prefeitura e derrubou parte do edifício histórico. Manifestações também ocorreram em outros países europeus, com reivindicações ligadas à moradia, à educação e ao encarecimento da vida.
Balanço de prisões aumenta ao longo do dia
O número divulgado por Lecornu à noite superou o balanço preliminar apresentado mais cedo pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez, que havia informado 400 detidos e 60 policiais feridos. Dois dos agentes feridos, segundo Nuñez, foram levados ao hospital inconscientes. O governo francês estimou em 550 mil o total de participantes nas manifestações pelo país; os organizadores calcularam 800 mil.
Os atos reuniram estudantes, trabalhadores e integrantes do movimento dos “coletes amarelos”. Em Paris, a marcha principal transcorreu de forma majoritariamente pacífica durante a tarde, mas houve confrontos até a noite. A polícia usou gás lacrimogêneo e jatos d’água. Também foram relatados incêndios e saques em diferentes cidades francesas. Nuñez mencionou saques ou tentativas de saque em Paris, Rouen, Nantes, Toulouse e Marselha.
Incêndio destrói parte da prefeitura de Limoges
Em Limoges, no centro da França, o fogo começou após um carro da polícia municipal ser incendiado em frente à prefeitura. O prédio, inaugurado em 1883, foi invadido depois do fim da manifestação na cidade.
Em Lyon, um incêndio atingiu o escritório de turismo. O prefeito Grégory Doucet classificou o episódio como uma tragédia para a cidade e afirmou que o imóvel é histórico e emblemático. Em Angers, manifestantes invadiram a prefeitura e a sede do governo regional; um princípio de incêndio na sala de correspondência foi apagado por um funcionário.
Protestos em outros países
Manifestações contra o custo de vida e os preços da moradia ocorreram também em Portugal, Itália, Bélgica e Espanha.
Temas
Linha do tempo
- Protestos por educação, moradia e trabalho avançam em vários países
- França tem confrontos, gás lacrimogêneo e prisões em protestos
- França registra 1.200 prisões em protestos e incêndio em Limoges (esta matéria)