Anvisa amplia para cinco anos uso do implante Implanon
Agência também autorizou a inserção imediata após parto ou aborto; dispositivo é oferecido no SUS desde 2025.
Em resumo
- Anvisa ampliou de três para cinco anos o uso do Implanon.
- A inserção imediata após parto ou aborto foi autorizada.
- O dispositivo é oferecido no SUS desde 2025, conforme disponibilidade local.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou de três para cinco anos o período de uso do implante contraceptivo de etonogestrel, comercializado como Implanon NXT. A agência também autorizou a colocação do dispositivo imediatamente após o parto ou um aborto, inclusive nos casos de primeiro e segundo trimestres da gestação.
Com a mudança, uma única inserção pode oferecer proteção contraceptiva por até cinco anos, sem a necessidade de troca ao fim do terceiro ano. A medida se baseou em dados clínicos que, segundo a Anvisa, demonstraram eficácia e segurança durante o quarto e o quinto anos de uso. No principal estudo avaliado, não foram registradas gestações nesse período estendido.
Inserção após parto ou aborto
A autorização para aplicação logo após o parto ou aborto inclui interrupções da gestação no primeiro e no segundo trimestres. A possibilidade se soma à extensão do prazo de uso e altera as condições de utilização aprovadas para o implante no país.
A inserção é feita em ambiente ambulatorial, com anestesia local no braço. O bastão é colocado sob a pele com um aplicador; o procedimento não exige corte profundo nem pontos e provoca pouco desconforto, conforme a descrição do método.
Oferta pelo SUS
O Implanon está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2025. Adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos podem receber o método, conforme avaliação clínica e disponibilidade na rede pública. Quem deseja fazer a inserção pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar a oferta no município, que varia de acordo com a demanda local.
Com a aprovação brasileira, o período de uso de cinco anos passa a acompanhar autorizações já concedidas nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido. Nesses países, autoridades regulatórias também ampliaram a duração permitida para o implante de etonogestrel.