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31 de outubro de 2026

Política

Voto distrital misto divide partidos e avança na Câmara

Hugo Motta articula uma PEC para votação ainda em 2026; Centrão apoia a discussão, enquanto o PL se posiciona contra a mudança eleitoral.

Foto de arquivo de Hugo Motta
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Hugo Motta articula uma PEC para votar o distrital misto ainda em 2026.
  • Partidos do Centrão apoiam o debate, enquanto o PL se opõe à mudança.
  • O modelo prevê votação por distrito e por lista partidária.

A proposta de substituir o voto proporcional de lista aberta pelo distrital misto ganhou espaço na Câmara dos Deputados após as eleições de 2026 e divide partidos. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), articula com lideranças a votação de uma proposta de emenda à Constituição ainda neste ano. O modelo mudaria a forma de escolha de deputados e vereadores.

Como funcionaria a mudança

No sistema atual, os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas são somados para definir quantas cadeiras cabem a cada partido ou federação. Depois, os mais votados dentro do grupo ocupam as vagas. Esse mecanismo permite que candidatos com votação expressiva, chamados de puxadores de voto, contribuam para eleger outros integrantes da mesma sigla.

No distrital misto, o eleitor teria dois votos: um para escolher um candidato de seu distrito e outro para indicar uma legenda. Na configuração debatida, metade das cadeiras seria preenchida por candidatos eleitos nos distritos e a outra metade por listas partidárias. A delimitação dos distritos e a proporção final ainda estão em discussão.

A articulação de Motta ganhou impulso após votações expressivas de nomes como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP).

Apoios e resistências

Partidos do Centrão, entre eles PP, União Brasil, PSD e Republicanos, demonstraram apoio à discussão. O PL e setores da oposição se opõem à mudança. O líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), manifestou a posição contrária da bancada.

O líder do PSOL na Câmara, Tarcísio Motta, afirmou que a legenda ainda não fechou posição e levantou o risco de o voto distrital fortalecer o coronelismo e a compra de votos.

A adoção definitiva do distrital misto é projetada para 2034.

Para aprovar uma PEC, são necessários ao menos 308 votos favoráveis na Câmara, em dois turnos, e 49 no Senado. A proposta ainda depende de articulação entre lideranças e da definição dos detalhes do modelo.

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