Pular para o conteúdo

21 de outubro de 2026

Política

Gilmar Mendes e Hugo Motta defendem instituições antes do 2º turno

Em evento em 20 de outubro, ministro do STF e presidente da Câmara também trataram de redes sociais e de mudanças no sistema eleitoral.

Foto de arquivo de Gilmar Mendes
Imagem de arquivo.
Publicado em 1 min de leitura

Em resumo

  • Gilmar Mendes e Hugo Motta defenderam as instituições antes do segundo turno presidencial.
  • Gilmar abordou o papel das plataformas digitais e uma possível reforma política.
  • Partidos do Centrão marcaram reunião para 28 de outubro para discutir mudanças eleitorais.

Os dois participaram da abertura do 29º Congresso Internacional de Direito Constitucional do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Motta afirmou que a defesa do Estado Democrático de Direito é uma obrigação, independentemente do resultado da eleição. Para ele, instituições fortes dependem de diálogo, respeito às competências de cada Poder e busca por convergências.

Constituição e normalidade institucional

Em declaração à imprensa, também chamou o período desde a promulgação da Carta de mais longo ciclo de normalidade institucional da democracia no Brasil.

O ministro avaliou ainda que o Estado Democrático de Direito pode melhorar, mas afirmou que o processo eleitoral está sendo conduzido com segurança, transparência e confiança. Ele também defendeu uma reforma política e considerou interessante a proposta de voto distrital misto, que combina vagas preenchidas pelos mais votados em distritos e outras escolhidas pelos partidos.

Debate sobre redes sociais

Segundo o ministro, as instituições devem permanecer atentas a possíveis abusos de grandes empresas de tecnologia. Ele disse que a Meta reconheceu equívocos ou distúrbios e mencionou que ajustes estariam sendo feitos.

A empresa reconheceu falhas pontuais, mas negou viés político ou intenção de interferir na eleição e atribuiu os problemas a questões técnicas. Representantes da Meta e das duas campanhas se reuniram com o ministro Marco Aurélio Bellizze, no TSE, para discutir o caso. O Conselho de Supervisão da própria empresa também criticou falhas recorrentes na moderação de conteúdo.

Partidos do Centrão marcaram uma reunião para 28 de outubro para debater possíveis mudanças. Além do voto distrital misto, parlamentares discutem o chamado distritão, modelo em que os candidatos mais votados seriam eleitos; há resistência à proposta dentro do próprio bloco.

Temas

Compartilhe

Leia também