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31 de outubro de 2026

Economia

CNI aponta piora financeira nas pequenas indústrias

Índice caiu a 38,5 pontos no terceiro trimestre de 2026, o pior resultado em cinco anos, segundo o Panorama da Pequena Indústria.

Imagem ilustrativa: Pequena fábrica brasileira em atividade, com trabalhadores e máquinas de produção
Imagem ilustrativa.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Índice financeiro das pequenas indústrias caiu a 38,5 pontos, menor nível em cinco anos.
  • Empresários apontaram a carga tributária como principal entrave nos setores de transformação e construção.
  • Confiança e perspectivas seguiram abaixo da linha de 50 pontos, apesar da melhora da confiança em outubro.

As pequenas indústrias brasileiras enfrentaram no terceiro trimestre de 2026 as piores condições financeiras em cinco anos, segundo o Panorama da Pequena Indústria (PPI), divulgado em 30 de outubro pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de situação financeira recuou 0,9 ponto ante o trimestre anterior e chegou a 38,5 pontos, em meio a dificuldades de acesso ao crédito e juros elevados.

Crédito e desempenho

O indicador varia de zero a 100 pontos e considera a satisfação dos empresários com a margem de lucro operacional, a facilidade para obter crédito e a condição financeira dos negócios. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, houve queda de 2,5 pontos. O resultado atual também ficou 0,3 ponto abaixo da média histórica.

Em nota, Julia Dias, analista de Políticas e Indústria da CNI, afirmou que o crédito permanece restritivo, principalmente devido à taxa de juros elevada. Segundo ela, as empresas menores enfrentam mais dificuldade para conseguir financiamento e, mesmo quando obtêm acesso, nem sempre recebem o valor de que precisam.

O índice de desempenho das pequenas indústrias também caiu 0,9 ponto em relação ao trimestre anterior, para 44,3 pontos. O resultado ficou cerca de 0,1 ponto acima da média histórica e 2 pontos abaixo do registrado em 2025. Esse indicador leva em conta o volume de produção, o uso da capacidade instalada e a evolução do número de empregados.

Carga tributária e confiança

A elevada carga tributária foi apontada pelos empresários como o principal entrave nas pequenas indústrias de transformação e da construção. Na indústria de transformação, a proporção de queixas sobre impostos subiu de 37,3% para 41%. Na construção, passou de 42,9% para 43,6%.

A confiança dos empresários de pequeno porte melhorou em outubro, avançando de 44,4 para 46,8 pontos. Apesar da alta, o índice permaneceu abaixo da marca de 50 pontos, que separa confiança de pessimismo. A categoria está abaixo desse patamar há 23 meses, desde novembro de 2024.

O índice de perspectivas das pequenas indústrias marcou 46,6 pontos no terceiro trimestre, também abaixo da linha divisória de 50 pontos. Os indicadores apresentados no PPI mostram recuos tanto na avaliação financeira quanto no desempenho, enquanto os empresários destacaram o peso dos tributos e as restrições de crédito.

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