Pular para o conteúdo

18 de outubro de 2026

Política

Roberta Luchsinger diz que pretende fazer delação premiada

Lobista afirma que pode apresentar informações sobre Lula, Lulinha, contratos e reuniões com ministros; acordo ainda não foi formalizado.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Luchsinger afirma que pretende firmar acordo de delação, ainda não formalizado.
  • A lobista fez alegações sobre contratos e encontros de Lulinha com ministros.
  • Ela e Lulinha são investigados, e Luchsinger nega ter cometido irregularidades.

A lobista Roberta Luchsinger afirmou em 17 de outubro de 2026 que pretende firmar um acordo de delação premiada e que está disposta a fornecer informações sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ela também fez alegações sobre contratos públicos e encontros com ministros, mas não detalhou todos os episódios que pretende relatar. Não há confirmação de que uma proposta formal de colaboração tenha sido apresentada.

Contratos e reuniões alegados

Luchsinger disse que Lulinha se encontrava com frequência com Amauri Rodrigues Pinha, presidente da Mota-Engil no Brasil, e que os dois eram vizinhos quando o filho do presidente morava no país. Segundo ela, os encontros incluíam conversas sobre negócios e ocorriam, às vezes, em sua casa. A lobista atribuiu a um vínculo de amizade entre os dois a contratação da empreiteira para construir o túnel Santos–Guarujá.

O projeto integra o Novo PAC e tem investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões, no modelo de parceria público-privada. A União aportou R$ 2,6 bilhões, enquanto o governo de São Paulo contribuiu com R$ 2,7 bilhões. Essas cifras descrevem o financiamento informado para a obra; a alegação de Luchsinger sobre a motivação da contratação não foi apresentada como conclusão de investigação.

A lobista afirmou ainda ter visto Lulinha com ministros do governo federal e disse que ele se reunia semanalmente com integrantes do ministério. Ela declarou que teve contato com titulares das pastas da Educação e da Comunicação para tratar, segundo sua versão, de políticas públicas. Também afirmou que ministros e assessores lhe pediram favores e que nunca teve contrato público.

Investigação e versões

Ela também afirmou que apresentou Lulinha a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, mas disse que sua relação com ele era profissional e que rompeu o contrato quando as suspeitas de descontos indevidos em benefícios previdenciários se tornaram públicas. A lobista declarou não saber qual era a relação entre Antunes e Lulinha.

Luchsinger diz que tem informações que não estariam nos aparelhos e documentos apreendidos pela PF, mas não especificou quais são.

Temas

Linha do tempo

  1. Roberta Luchsinger diz que pretende fazer delação premiada (esta matéria)
  2. Roberta Luchsinger diz que Lulinha se reunia com ministros
  3. Roberta Luchsinger: oposição pede proteção após entrevista

Compartilhe

Leia também