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18 de outubro de 2026

Política

Roberta Luchsinger: oposição pede proteção após entrevista

Deputados acionaram órgãos federais e o STF após a lobista relatar temer por sua segurança e pela de suas filhas; Lula negou conhecer os fatos.

Publicado em 3 min de leitura

Em resumo

  • Deputados pediram proteção para Luchsinger e suas filhas.
  • Um ofício ao STF solicita análise de medidas protetivas e inclusão no Provita.
  • Lula negou conhecer os relatos, e Lulinha contestou as acusações.

Parlamentares da oposição pediram proteção para a lobista Roberta Luchsinger e suas duas filhas após ela afirmar, em entrevista exibida em 17 de outubro, temer pela segurança da família. Os pedidos foram encaminhados a órgãos federais e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou conhecer os fatos relatados e disse que nunca manteve interlocução com Luchsinger.

Pedidos de proteção

O deputado Sanderson (PL-RS), junto com Marcel van Hattem (Novo-RS), Zucco (PL-RS) e Bia Kicis (PL-DF), enviou um ofício ao ministro do STF André Mendonça em 17 de outubro. O documento pede a apuração dos relatos de ameaças e uma avaliação urgente dos riscos à integridade física e psicológica da empresária e das filhas.

Os parlamentares solicitaram que a Procuradoria-Geral da República encaminhe à autoridade judicial competente um pedido de medidas protetivas de urgência com base na Lei Maria da Penha. Entre as medidas mencionadas estão a proibição de aproximação e de contato com Luchsinger, familiares e testemunhas ligadas aos fatos. O ofício também pede que seja avaliada a inclusão dela no Programa Federal de Assistência a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas (Provita). A eventual inclusão depende da análise das autoridades e do cumprimento dos requisitos legais.

O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou ter enviado pedidos à Polícia Federal, ao Ministério da Justiça e à PGR. Também disse que pediria a convocação do ministro da Justiça, Wellington César, para prestar esclarecimentos na Comissão de Segurança Pública. A deputada Coronel Fernanda (PL-MT), procuradora da mulher na Câmara, declarou que solicitaria a inclusão de Luchsinger no programa de proteção a testemunhas.

O ofício enviado ao STF registra que as declarações públicas justificam apuração, mas não provam que Lula ou outra pessoa seja responsável por eventuais ameaças. Os congressistas pediram ainda que as autoridades avaliem medidas como proteção residencial e escolta, caso identifiquem risco.

Lula e Lulinha contestam declarações

Na entrevista, Luchsinger afirmou que pretende negociar um acordo de delação premiada e que não pouparia Lula nem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ela também disse que o filho do presidente teria se reunido várias vezes com ministros do governo. Essas afirmações são atribuídas à lobista e não representam conclusão das investigações.

A Secretaria de Comunicação da Presidência afirmou que Lula desconhece os relatos, nunca recebeu demandas de Luchsinger e não manteve contato com ela. A nota também declarou que não há contrato do governo federal com a empresária e questionou o momento da divulgação das acusações, próximo ao segundo turno eleitoral.

Lulinha, por sua vez, negou irregularidades. Em nota, afirmou que sua relação com políticos, inclusive aqueles que se tornaram ministros, é pessoal e que pretende comprovar sua inocência nos autos. Flávio Bolsonaro divulgou trechos da entrevista, enquanto o deputado André Janones pediu a apoiadores que não engajassem conteúdos negativos ao presidente.

Temas

Linha do tempo

  1. Roberta Luchsinger diz que pretende fazer delação premiada
  2. Roberta Luchsinger diz que Lulinha se reunia com ministros
  3. Roberta Luchsinger: oposição pede proteção após entrevista (esta matéria)

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