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29 de outubro de 2026

Mundo

Israel: Likud lidera apuração parcial, mas impasse continua

Com 37,62% dos votos apurados, partido de Netanyahu está à frente; projeções ainda não indicam maioria clara no Knesset.

Likud em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Likud liderava com 20,66% dos votos após 37,62% da apuração.
  • Projeções não indicavam maioria clara para nenhum dos blocos.
  • A formação do governo dependerá de negociações por uma coalizão no Knesset.

A apuração parcial das eleições parlamentares em Israel colocou o Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, na liderança, mas as projeções divulgadas após o fechamento das urnas não apontam maioria clara para nenhum dos blocos. Com 37,62% dos votos contabilizados, o resultado ainda não define quem conseguirá formar governo no Parlamento, o Knesset.

Likud abre vantagem na contagem

No balanço das 2h42, o Likud somava 586.995 votos válidos, equivalentes a 20,66%. O Yashar, partido liderado pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot, aparecia em segundo lugar, com 479.221 votos (16,86%). Em seguida estavam Juntos, ligado ao ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 258.618 votos (9,10%), e a Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 242.226 (8,52%).

A Comissão Central Eleitoral informou que foram registrados 7.331.981 votos, correspondentes a 77,7% dos eleitores aptos. Segundo o órgão, essa foi a maior participação desde 1999. A contagem parcial, porém, não deve ser confundida com a distribuição definitiva das 120 cadeiras do Knesset: o percentual de votos apurados ainda era inferior à metade.

As projeções de boca de urna variaram. Duas estimativas indicaram 51 cadeiras para cada bloco rival; outra apontou 52 para o bloco de Netanyahu e 50 para o de Eisenkot. Em todos esses cenários, nenhum grupo alcançaria sozinho as 61 cadeiras necessárias para uma maioria parlamentar.

Negociação será decisiva

Netanyahu afirmou que o Likud era o maior partido e disse que seu bloco tinha uma “maioria decisiva” entre o público sionista e judeu. Ele defendeu a formação de um governo de direita. A declaração se refere ao apoio que atribui ao seu campo político; as projeções de cadeiras divulgadas até agora não indicam maioria parlamentar consolidada.

A definição do próximo governo dependerá da formação de uma coalizão. Depois de concluída a contagem, o presidente Isaac Herzog deverá consultar os partidos eleitos e encarregar de formar o governo o candidato que demonstrar melhores condições de reunir apoio — não necessariamente o líder do maior partido. O indicado terá de negociar uma maioria no Knesset; se as tentativas fracassarem, o processo poderá ser retomado com outro candidato.

As projeções ainda deixam em aberto o papel dos partidos árabes nas negociações. A etapa seguinte, portanto, será a conclusão da apuração e, depois, as consultas para definir quem terá a oportunidade de tentar formar uma coalizão.

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