EUA discutem reunião de Trump, Putin e Xi sobre Ucrânia
Marco Rubio confirmou conversas sobre uma possível cúpula, mas disse que nenhum encontro foi definido até agora.
Em resumo
- Rubio confirmou conversas sobre uma possível cúpula entre Trump, Putin e Xi.
- O secretário disse que o encontro ainda não foi definido.
- A China afirmou não ter informações a compartilhar sobre a reunião.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou em 19 de outubro que houve conversas sobre uma possível reunião entre Donald Trump, Vladimir Putin e Xi Jinping para tratar do encerramento da guerra entre Rússia e Ucrânia. Rubio disse que não sabia se algo havia sido definido e declarou que o presidente americano está aberto a iniciativas que possam ajudar a pôr fim ao conflito.
A declaração foi dada a jornalistas no Uzbequistão, após Rubio ser questionado sobre uma proposta de cúpula que Putin teria apresentado a Trump em uma ligação telefônica no início do mês. “Acho que houve conversas sobre uma reunião. Não sei se alguma coisa foi definida”, respondeu o secretário.
Encontro ainda sem confirmação
Rubio afirmou que o governo continuará buscando oportunidades para avançar em direção ao fim da guerra. Ele reconheceu que, até aquele momento, não havia ocorrido o progresso que os Estados Unidos desejavam, mas disse que isso não se devia à falta de tentativas.
Um alto funcionário americano, citado em relatos sobre a proposta, afirmou que Trump ainda não havia concordado com a reunião. As informações sobre o possível encontro também indicaram que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não participaria. Não houve confirmação pública de que a cúpula tenha sido marcada.
China diz não ter informações
Questionado sobre a possibilidade da reunião em uma entrevista coletiva regular, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China disse não ter informações a compartilhar naquele momento.
Na mesma ocasião, Rubio também contestou uma declaração de Zelensky à NBC News sobre uma suposta interrupção, por três dias, do compartilhamento de informações de inteligência dos Estados Unidos durante ataques com mísseis balísticos na Ucrânia. O secretário afirmou que não houve interrupção e questionou a origem da declaração do presidente ucraniano.