Dario Durigan diz que governo prevê superávit em 2027
Ministro afirma que medidas anunciadas desde o primeiro turno respeitam o limite fiscal e não ampliam os gastos do Executivo.
Em resumo
- Durigan afirmou que as medidas anunciadas respeitam o limite fiscal.
- O ministro disse que o governo prevê superávit em 2027.
- Propostas como Pé-de-Meia Universitário e Pix MEI ainda não têm impacto fiscal definido.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em 25 de outubro de 2026 que as medidas anunciadas pelo governo desde o primeiro turno respeitam a responsabilidade fiscal e não ampliam o limite de gastos do Executivo. Após votar em um colégio na região da Avenida Paulista, em São Paulo, ele declarou que o governo prevê superávit em 2027.
“Estamos trabalhando dentro do mesmo limite fiscal, não tem expansão fiscal. Nós garantimos superávit em 2027”, disse Durigan. Entre as iniciativas citadas por ele estão subsídios aos combustíveis, o fim das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets, e o reajuste do Bolsa Família pela inflação.
Propostas ainda sem estimativa de impacto
Segundo o ministro, os efeitos dependerão do espaço fiscal disponível, e as medidas ainda não estão prontas.
A declaração sobre o limite de gastos se refere às ações anunciadas pelo governo desde o primeiro turno. Já para as duas propostas de campanha, o ministro não apresentou valores nem projeções de custo. Ele condicionou a avaliação dos efeitos à disponibilidade de espaço fiscal.
Comparação entre governos
O ministro também afirmou que o resultado primário das contas públicas melhorou durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comparação com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao comentar o tema, Durigan disse que, além de avanços sociais relacionados à desigualdade e à fome, a situação fiscal foi melhor no governo Lula do que no governo Bolsonaro. Ele ponderou, porém, que ainda é necessário avançar no ajuste das contas públicas.
Durigan falou após votar no segundo turno da eleição presidencial. Além de ministro da Fazenda, ele atua como coordenador econômico da campanha de Lula à reeleição. Sobre a disputa, afirmou que a campanha do presidente ganhou força no segundo turno e declarou que, em sua avaliação, até eleitores de centro-direita reconheceriam a capacidade de Lula de defender soberania, democracia e respeito a valores.