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31 de outubro de 2026

Saúde

Reconstrução mamária teve recorrência semelhante com tecido ou

Estudo multicêntrico com 113 mulheres comparou resultados após mastectomia e radioterapia; falhas foram mais frequentes entre pacientes com implantes.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Estudo com 113 mulheres encontrou recorrência semelhante entre as técnicas.
  • Falhas e endurecimento foram mais frequentes no grupo de implantes.
  • A escolha depende das condições clínicas e das características do tumor.

Um estudo multicêntrico com 113 mulheres apontou taxas semelhantes de recorrência do câncer de mama após reconstrução com tecido da própria paciente ou implantes de silicone. A pesquisa comparou as técnicas depois de mastectomia e radioterapia e identificou diferenças em falhas na reconstrução, endurecimento e avaliação estética das mamas.

Publicado em 20 de outubro na revista científica Breast Cancer Research and Treatment, o trabalho foi conduzido por pesquisadores de Singapura e da Austrália. Entre as pacientes que receberam implantes, 28,9% tiveram falha na reconstrução. No grupo reconstruído com tecido próprio, não houve registro desse tipo de ocorrência.

Diferenças entre as técnicas

O estudo também encontrou maior ocorrência de endurecimento da mama entre as pacientes com implantes. Na avaliação estética, os resultados foram considerados bons ou excelentes por 83,8% das mulheres que receberam tecido próprio, ante 36,6% no grupo dos implantes.

Apesar dessas diferenças, os índices de recorrência do câncer foram semelhantes entre os grupos.

A mastologista Cinthia Aparecida Moreira, do Hospital Samaritano, explicou que a escolha depende, entre outros fatores, da quantidade de tecido preservado após a retirada do tumor. Quando há condições para aproveitar o tecido restante, pode ser realizada uma mamoplastia oncoplástica. Já os implantes são uma opção quando é necessário remover toda a glândula mamária e não há tecido suficiente para a reconstrução.

Reconstrução pode ocorrer em etapas

Segundo Moreira, a idade não é, por si só, um limite para indicar ou contraindicar a reconstrução. A decisão considera as condições clínicas da paciente. O tamanho do tumor e as características da lesão também influenciam a abordagem: em alguns casos, é possível fazer uma cirurgia menor e preservar a mama; em outros, pode ser necessária a retirada de toda a glândula.

A reconstrução pode ser feita durante a cirurgia oncológica ou em duas etapas. Na segunda alternativa, uma parte do procedimento ocorre no momento da retirada do tumor, e a conclusão é realizada depois do término do tratamento.

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