Oncoclínicas obtém apoio de 61,6% dos credores para plano
Adesões somam mais de R$ 3,5 bilhões em créditos, dentro de uma dívida abrangida de cerca de R$ 5,7 bilhões; pedido seguirá para análise judicial.
Em resumo
- Credores com 61,6% dos créditos aderiram ao plano da Oncoclínicas.
- A dívida abrangida soma cerca de R$ 5,7 bilhões, excluídos débitos entre empresas do grupo.
- O pedido seguirá para homologação judicial, com edital e possibilidade de impugnações.
A Oncoclínicas informou na sexta-feira (30) que credores titulares de 61,6% dos créditos abrangidos por seu plano de recuperação extrajudicial aderiram à proposta, que envolve cerca de R$ 5,7 bilhões em dívidas. O apoio representa mais de R$ 3,5 bilhões em créditos e supera o quórum mínimo necessário para que a empresa dê prosseguimento ao pedido de homologação judicial.
O percentual considera o valor das dívidas incluídas no processo e exclui débitos entre empresas do próprio grupo.
Próximas etapas
O apoio dos credores permite que o plano avance para a análise da Justiça, mas não significa que ele já tenha sido homologado. A homologação é a etapa em que o juiz examina e confirma formalmente o acordo, para que passe a produzir efeitos legais.
A próxima fase prevê a publicação de um edital. Depois disso, os credores poderão apresentar eventuais impugnações ou questionamentos ao plano, conforme o procedimento previsto na Lei de Recuperação Judicial e Falências. A companhia informou que a versão atualizada da proposta foi apresentada à Justiça na quinta-feira (29).
O processo envolve a Oncoclínicas e algumas subsidiárias controladas pelo grupo. O plano trata dos créditos incluídos na recuperação extrajudicial, sem considerar as dívidas entre empresas da própria companhia. Atingir o percentual mínimo de adesão era necessário para avançar com o pedido de homologação.
A companhia afirmou que seguirá com o pedido de homologação na Justiça paulista.