NASA confirma desempenho do escudo térmico da Orion na Artemis II
Cápsula enfrentou mais de 2.200 °C na reentrada; quatro astronautas ficaram a cerca de 23 °C no interior da nave.
Em resumo
- NASA confirmou o funcionamento esperado do escudo térmico da Orion na reentrada.
- A cápsula enfrentou mais de 2.204 °C no exterior e manteve cerca de 23 °C no interior.
- A análise do escudo continua enquanto a agência prepara a Artemis III, prevista para 2027.
Segundo a agência, a temperatura no interior da cápsula foi mantida em aproximadamente 23 °C.
Alterações após a Artemis I
A confirmação foi feita depois da análise dos dados de engenharia da missão. Na reentrada, a Orion atingiu velocidade aproximada de 39 vezes a velocidade do som. O escudo foi projetado para proteger a tripulação e os sistemas da nave do calor extremo.
A NASA havia identificado pontos de atenção ao examinar o desgaste do escudo térmico após a Artemis I. Para a missão seguinte, alterou a trajetória de reentrada da Orion. A nova rota diminuiu o período de exposição ao calor intenso, uma das condições relacionadas aos danos observados no voo anterior.
Os engenheiros também acompanharam o desempenho em diferentes partes da estrutura, inclusive nas junções entre os blocos do escudo e nas áreas próximas aos parafusos de fixação.
Inspeção e análise do material
As primeiras avaliações ocorreram logo após o pouso. Mergulhadores e integrantes da equipe a bordo do navio de recuperação inspecionaram o equipamento; os resultados iniciais indicaram desempenho dentro do esperado. Em relação à Artemis I, foram observadas menos rachaduras e menor perda de material durante a reentrada.
O escudo é formado por 186 blocos de Avcoat, um material ablativo desenvolvido para dissipar calor e proteger a estrutura da espaçonave. Após o retorno da Orion, especialistas em proteção térmica iniciaram uma análise mais detalhada. O equipamento foi levado ao Centro de Voos Espaciais Marshall, da NASA, no Alabama.
A equipe retirou pequenas amostras para testes e realizou exames de raios X a fim de investigar a estrutura interna do escudo e seu comportamento durante a missão. Os engenheiros também comparam medições a laser feitas depois do voo com dados anteriores ao lançamento. A análise deve estimar quanto material foi perdido e verificar se o resultado corresponde às previsões. A retirada de amostras e os testes continuam.
Próxima missão
A NASA prepara a Artemis III, prevista para 2027.