UFRN: ato em apoio a Flávio Bolsonaro termina em confronto
Confronto entre militantes do PL e estudantes ocorreu no campus central, em Natal; houve registro de estudante ferido e portão danificado.
Em resumo
- Ato em apoio a Flávio Bolsonaro terminou em confronto na UFRN.
- Ao menos um estudante ficou ferido e um portão foi danificado.
- TRE-RN pediu apoio da PM após denúncias pelo aplicativo Pardal.
Ao menos um estudante ficou ferido, e um portão da universidade foi danificado.
A manifestação, chamada “Vire à direita: UFRN anti-Lula”, foi organizada por integrantes do movimento Direita UFRN. Participaram o deputado federal General Girão (PL-RN) e a vereadora de Natal Camila Araújo. Os organizadores criticaram o governo federal, mencionando cortes e contingenciamentos no orçamento da educação, greves e problemas de manutenção nas universidades. O ato teve carro de som e um boneco inflável de Lula vestido de presidiário.
Confronto no campus
A concentração começou por volta das 16h, durante o período de aulas. Segundo relatos de envolvidos, estudantes reagiram à presença dos manifestantes e ao barulho do carro de som. A discussão avançou para empurrões e agressões físicas. Vídeos divulgados nas redes sociais registraram bate-boca e tumulto. Professores e a segurança patrimonial da universidade ajudaram a separar os grupos.
Um estudante de Jornalismo teve um dente e os óculos quebrados, conforme os relatos publicados sobre o episódio. Não havia confirmação oficial do número total de feridos. General Girão afirmou nas redes sociais que um estudante conservador teve o carro arranhado e um pneu furado, e alegou que um aliado foi atingido por uma pedra. Não havia registro de prisões até a última atualização das informações sobre o caso.
O tumulto também interrompeu atividades acadêmicas. Relatos compartilhados nas redes sociais indicaram que algumas provas teriam sido suspensas, mas não houve confirmação oficial sobre isso.
Reações e atuação eleitoral
A Associação de Pós-Graduandos e o Diretório Central dos Estudantes da UFRN repudiaram o ato e manifestaram solidariedade ao estudante ferido. As entidades defenderam a universidade como espaço de pluralidade e criticaram manifestações que, segundo elas, promovam intolerância, violência ou intimidação. Em nota, classificaram a manifestação como “pró-fascismo”.
A deputada federal Duda Salabert (PSol-MG) também criticou a participação de Girão e afirmou que acionaria o Conselho de Ética da Câmara. Já o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) solicitou apoio da Polícia Militar após receber denúncias sobre o ato pelo aplicativo Pardal. O juiz eleitoral Cleanto Pantaleão declarou que manifestações políticas em universidades são protegidas pela liberdade de expressão e pela autonomia universitária, mas não podem envolver propaganda eleitoral irregular nem uso indevido de bens públicos. Até a última atualização, a UFRN não havia se pronunciado oficialmente.